Supermercados chamam vendas de pele de frango, sobras de alimentos e carcaça de 'forma criativa de mostrar alternativas'

Empresários encontram amparo legal na legislação regulamentada pela Anvisa - que não proíbe a venda - para lucrar com a fome

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(Foto: Reprodução/Twitter)


247 - A venda de produtos “criados” pela inflação galopante de Jair Bolsonaro, que antes não eram comercializados como pelanca de galinha, carcaça de frango, ossos e sobras de frios, foi chamada pelo vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, de "alternativas mais baratas diante da inflação".

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o empresário acredita que estes alimentos, que normalmente são descartados ou doados pelos supermercados e açougues, são “uma forma criativa de mostrar alternativas para quem procura ‘algo diferente’”. 

Os empresários encontram amparo legal na legislação regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - que não proíbe a venda - para lucrar com a miséria dos brasileiros que estão passando fome.  

"Tem algumas medidas que podem modificar algumas coisas pontuais, que muitas vezes são alternativas para o consumidor, até uma determinada situação, muitas vezes para mostrar algo diferente que mostra algo diferente", justificou o empresário.

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