Supersônico nacional, Lei Antifacção e avanços no SUS marcam a semana
Entrega do caça supersônico marca avanço tecnológico, enquanto governo anuncia investimentos em indústria, saúde, moradia e mobilidade
247 - O Brasil viveu, nesta semana, um marco histórico na área de defesa e tecnologia com a apresentação do primeiro caça supersônico produzido integralmente em território nacional. O modelo F-39E Gripen, desenvolvido pela Saab em parceria com a Embraer, foi exibido na quarta-feira (25), no Aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), consolidando um passo importante na autonomia tecnológica do país.
A iniciativa integra o programa Caça FX-2, que prevê investimentos de R$ 28,5 bilhões entre 2014 e 2033, incluindo R$ 10,5 bilhões no âmbito do Novo PAC (2023-2030). O projeto abrange não apenas a aquisição de aeronaves, mas também a transferência de tecnologia para a indústria nacional, fortalecendo a capacidade produtiva e estratégica brasileira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o simbolismo do momento ao relatar a experiência de voo ao lado da aeronave. “Hoje, o céu do Brasil é palco de um momento histórico. Voei escoltado pelo primeiro Gripen produzido no Brasil. Um momento muito simbólico, que mostra um país que acredita em si mesmo, investe em tecnologia e reafirma sua soberania”, afirmou, em publicação nas redes sociais.
Além da agenda voltada à defesa, o presidente cumpriu compromissos em diferentes estados, com foco na retomada industrial e em investimentos em infraestrutura. Em Araraquara (SP), visitou uma nova fábrica de equipamentos ferroviários, que iniciará ainda neste ano a produção de trilhos, vagões e trens. Na ocasião, também foram assinados contratos de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), somando R$ 5,6 bilhões para projetos de mobilidade urbana no estado de São Paulo.
Já em Anápolis (GO), Lula participou da reinauguração da montadora Caoa, que lançou uma nova linha de produção em parceria com a chinesa Changan. O empreendimento amplia a capacidade produtiva nacional e incorpora novas tecnologias ao setor automotivo.
Durante o evento, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou a importância das políticas públicas para o crescimento econômico. “Aqui na Caoa, temos essa grande parceria para produzir veículos flex e depois veículos também elétricos. A Nova Indústria Brasil estabeleceu inovação”, afirmou.
Ainda em Anápolis, o presidente visitou a fábrica da Brainfarma, que passará a produzir o princípio ativo do Buscopan, tornando o Brasil o primeiro país da América Latina a fabricar o insumo. O projeto, vinculado à política da Nova Indústria Brasil e ao Complexo Industrial da Saúde, recebeu mais de R$ 250 milhões em investimentos financiados pelo BNDES.
Ao comentar os aportes no setor, Lula defendeu a prioridade de investimentos em saúde. “Muita gente acha que isso é gastar muito dinheiro. Não tem limite de investimento melhor do que você colocar dinheiro para salvar a vida de homens, mulheres e crianças nesse país”, declarou.
Na área da saúde, o governo também destinou R$ 30 milhões do Novo PAC para a ampliação do Hospital Universitário de São Carlos, em São Paulo, com apoio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), atualmente denominada HU-Brasil.
No campo social, o programa Minha Casa, Minha Vida entregou mais de 2.200 moradias em três estados — Pará, Bahia e Alagoas — beneficiando famílias de baixa renda. O Conselho Curador do FGTS também aprovou novas regras para ampliar o acesso à iniciativa.
A semana foi marcada ainda por avanços na segurança pública, com a sanção da chamada Lei Antifacção, que estabelece um marco legal para o combate ao crime organizado no país, prevendo punições para organizações criminosas ultraviolentas, milícias e grupos paramilitares.
Por fim, o governo federal anunciou novas medidas voltadas à agricultura familiar e à regularização fundiária, incluindo mudanças no programa Garantia Safra, apoio a pequenos produtores e a entrega de títulos para comunidades quilombolas, reforçando políticas de inclusão e desenvolvimento no campo.