Suplicy relata abusos sexuais em Pinheirinho. Secretário refuta

De acordo com a cpia de depoimento que a assessoria do senador repassou imprensa, no dia do incio da ao, uma casa com seis moradores foi invadida noite de forma "abrupta" e "violenta" por policiais militares; secretrio de Segurana de So Paulo nega

Suplicy relata abusos sexuais em Pinheirinho. Secretário refuta
Suplicy relata abusos sexuais em Pinheirinho. Secretário refuta (Foto: NELSON ANTOINE/AGÊNCIA ESTADO)

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou, em discurso hoje no plenário do Senado, que teria ocorrido abuso sexual de pessoas durante a desocupação de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). Suplicy acompanhou ontem o depoimento prestado por supostas vítimas ao promotor de Justiça João Marcos Costa de Paiva.

De acordo com a cópia do depoimento, que a assessoria de Suplicy repassou à imprensa, é relatado que, no dia 22 de janeiro, primeiro dia da reintegração de posse, uma casa com seis moradores foi invadida à noite de forma "abrupta" e "violenta" por policiais militares supostamente ligados à Rota.

Uma das moradoras da casa, de 26 anos, teria sido, segundo o termo de declarações, isolada dos demais - inclusive do marido. E teria sido submetida durante quatro horas a sevícias, como sexo oral e apalpação de órgãos. O caso teria se dado dentro de uma viatura policial.

A assessoria de Suplicy informou ter enviado hoje cópia do termo de declarações aos ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O senador quer que as autoridades tomem providências quanto ao ocorrido.

Secretário repudia

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, repudiou a acusação do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) de que policiais na ação em Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), teriam abusado sexualmente de uma moradora do bairro Campo dos Alemães, ao lado do terreno invadido. Segundo o secretário, a acusação é motivada por interesses partidários.

O comandante-geral da PM, Alvaro Batista Camilo, nega que tenha havido o abuso sexual, mas disse que vai investigar o caso. “A PM tem sofrido denúncias caluniosas nos últimos dias.” Ele afirma que “coisas estranhas estão acontecendo” em relação às denúncias. “Acreditamos que isso não tenha acontecido, e por isso eles (os policiais) não foram afastados.”

Suplicy acompanhou o depoimento de supostas vítimas ao promotor João Marcos Costa de Paiva, que vai apurar o caso. O senador disse que recebeu garantias do governo estadual de que o caso seria apurado rigorosamente. Segundo a denúncia, que foi feita nesta sexta-feira no plenário do Senado, na madrugada do dia 23, uma mulher de 26 anos teria sido levada para uma viatura e abusada sexualmente por quatro horas.

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