Suplicy: renda emergencial durante a pandemia é um passo para a renda básica a toda a população

Autor e defensor da lei que estabelece distribuição de uma renda básica de cidadania para a população, o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP) falou à TV 247 sobre a aprovação da renda básica de emergência de R$ 600 pelo Senado por conta da pandemia de coronavírus. Assista

Eduardo Suplicy
Eduardo Suplicy (Foto: Brasil247 | Pedro Franças/Agência Senado)
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247 - O vereador de São Paulo Eduardo Suplicy (PT) conversou com a TV 247 sobre a aprovação da renda básica de R$ 600 em caráter emergencial aprovada pelo Senado na última semana por conta da pandemia do novo coronavírus. Suplicy é autor e defensor de uma lei de 2004 que estabelece a distribuição de uma renda básica de cidadania para a população.

Para ele, a medida aprovada pelo Senado indica um passo para a expansão da distribuição de renda universal. “Pode ser considerada uma renda básica de emergência, R$ 600 por mês para cada pessoa. É um passo, um reconhecimento de que podemos avançar na direção da renda básica incondicional, universal e para toda a população como um direito à cidadania, que é o que diz a Lei 10.835/2004”.

Em entrevista recente à TV 247, a economista e professora da Universidade Johns Hopkins em Washington, Estados Unidos, Monica de Bolle disse que o vereador é um visionário por ter proposto, há décadas, a proposta da renda básica. Suplicy comentou: “fico muito contente com a Monica de Bolle, tenho lido seus artigos e até enviei para ela conferências que preparei. Tenho elogiado muito essa percepção dela e como ela está lá em Johns Hopkins ela tem tido uma interação com um grande número de economistas e mais e mais eles estão entusiasmados pela renda básica”.

Suplicy foi questionado se acreditava em uma mudança de visão da necessidade da renda básica após a pandemia de coronavírus, assim como é possível perceber uma transformação na visão da necessidade do SUS. Para o vereador, ocorrerá, sim, uma mudança. “Acredito que sim. Aliás, que importante tem sido o reconhecimento da decisão da assembleia constituinte brasileira de criar o SUS. Eu ressalto que no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que é do Ministério da Economia, ali muitos economistas estão defendendo as formas e inclusive estão refletindo sobre quais as maneiras de reunir os diversos programas de transferências de renda e caminhar na direção da renda básica de cidadania”. 

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra:

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