Swissleaks: PF investiga 660 contas secretas de brasileiros na Suíça

Depois do escândalo do HSBC e da lista de algumas celebridades brasileiras com conta na Suíça ter vazado para a imprensa, a Polícia Federal decidiu aprofundar a investigação de 660 brasileiros suspeitos de manterem contas ou investimentos secretos no HSBC da Suíça; no grupo estão empresários de diversos setores da economia, sobretudo da construção civil, da indústria e da área financeira

Swissleaks: PF investiga 660 contas secretas de brasileiros na Suíça
Swissleaks: PF investiga 660 contas secretas de brasileiros na Suíça (Foto: TOBY MELVILLE)

247 – Depois do escândalo do HSBC e da lista de algumas celebridades brasileiras com conta na Suíça ter vazado para a imprensa, a Polícia Federal decidiu aprofundar a investigação de 660 brasileiros suspeitos de manterem contas ou investimentos secretos no HSBC da Suíça. No grupo estão empresários de diversos setores da economia, sobretudo da construção civil, da indústria e da área financeira.

Os crimes são de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A lista inclui 13 ex-funcionários do HSBC no Brasil investigados sob por de terem atuado na abertura das contas secretas e prática de crimes financeiros.

A PF identificou 9.325 clientes da instituição financeira com nacionalidade brasileira e verificou que eles mantiveram US$ 15,2 bilhões no HSBC Private Bank Genebra à época dos fatos investigados, entre 2006 e 2007. A conversão em reais resulta em R$ 53,4 bilhões.

“O envolvimento de brasileiros no caso Swissleaks foi revelado por uma série de reportagens do GLOBO em parceria com o jornalista Fernando Rodrigues em março de 2015. Os dados secretos do HSBC da Suíça foram vazados por um ex-funcionário do banco, Hervé Falciani, para o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), que compartilhou as informações com diversos veículos de comunicação pelo mundo.

A PF conseguiu acesso oficialmente ao banco de dados do HSBC da Suíça em julho de 2015 por meio de cooperação internacional com autoridades francesas. A partir daquele momento, os investigadores brasileiros começaram a montar um banco de dados para tratar a imensa quantidade de informações recebida — 183 tabelas com 40 gigabytes de memória abrangendo dados de clientes de todas as nacionalidades. Os peritos da PF criaram um sistema informatizado para acessar o material e passaram um ano tratando esses dados. Após identificarem os brasileiros, passaram a obter informações da Receita Federal e do Banco Central para complementar a investigação. A apuração é comandada pelo delegado Tomás de Almeida Vianna, da Divisão de Repressão aos Crimes Financeiros e à Lavagem de Dinheiro da PF em Brasília.”

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