TCU manda governo Bolsonaro parar de anunciar em sites que promovem 'atividades ilegais'

Ministro do TCU Vital do Rêgo determinou que a medida seja adotada imediatamente e que o Ministério das Comunicações apresente em até 15 dias "evidências robustas que afastem a ocorrência dos indícios de irregularidades"

Tribunal de Contas da União (TCU)
Tribunal de Contas da União (TCU) (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)
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247 - O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Ministério das Comunicações suspenda o direcionamento de recursos de campanhas publicitárias a plataformas e sites relacionados a atividades ilegais ou que tenham conteúdo estranho aos anúncios.  Segundo o ministro do TCU Vital do Rêgo, a medida deve ser adotada imediatamente. 

A decisão, assinada nesta sexta-feira (10) em caráter cautelar,  foi baseada na  representação do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, que aponta a existência de indícios de irregularidades na veiculação de campanhas publicitárias do governo Jair Bolsonaro. No ano passado, a campanha pela reforma da Previdência, por exemplo, foi veiculada em  sites voltados para o público infantil e até em sites voltados para o jogo do bicho. 

O ministro decidiu, ainda, que o ministério apresente em até 15 dias   "evidências robustas que afastem a ocorrência dos indícios de irregularidades", além de informar "as medidas adotadas para a instauração da devida tomada de contas especial com vistas à quantificação do dano e identificação dos responsáveis".

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