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Teich diz que diretrizes para acabar com isolamento estão prontas: “o mundo inteiro está fazendo isso”

“Não adianta ficar escalando quantos morrem a mais todo dia, a política não é em função disso”, disse o ministro da Saúde, ao defender a flexibilização das regras da quarentena

O ministro da Saúde, Nelson Teich, durante solenidade de posse no Palácio do Planalto (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

247 - O ministro da Saúde, Nelson Teich, informou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira 30 que o governo federal já tem prontas as diretrizes que irão definir o afrouxamento das regras do isolamento social devido à pandemia de coronavírus. 

“Isso já foi feito, a questão agora é como veicular para que não se torne motivo de discórdia”, afirmou, ponderando que não será nada inovador no sentido de método, e sim similar ao que outros países estão fazendo. 

Segundo ele, o número de mortes por dia, cuja queda deve ser um dos critérios adotados para o afrouxamento do isolamento, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), além do teste da população, não influencia as novas regras.

“O número de mortes adicional é muito triste. Mas não é porque eu tenho essa alteração do número de mortes que uma apolítica vai mudar. Então não adianta ficar escalando quantos morrem a mais todo dia, a política não é em função disso, é em função do grau de crescimento e da heterogeneidade que o país tem”, disse.

“Então nesse momento a gente tem uma definição clara: o distanciamento permanece como orientação e a gente vai estar avaliando cada lugar, cada região, cada cidade, para ver a curva de contaminação, qual o recurso que cada cidade tem para tratar das pessoas, e isso é que vai definir como isso vai caminhar”, prosseguiu.

“Ninguém vai chegar aqui com uma coisa milagrosa, que nunca se viu antes. O mundo inteiro está fazendo isso. Várias cidades, que nem estão com a curva caindo, estão adotando a flexibilidade”, declarou ainda, sem citar países para efeito de comparação ou situação da crise com o Brasil.

“O que acho importante, muito importante, é o seguinte: é que eu vejo isso muito mais como uma discussão política do que social. Se ficar polarizando para dizer se é bom ou ruim, não vai levar a nada”, afirmou.