Temer tentará arquivar caso Herzog sem punição
Corte Interamericana de Direitos Humanos abre, na próxima semana, o julgamento do Brasil no caso Vladimir Herzog. O jornalista foi torturado e morto durante a Ditadura Militar, em 1975, nas dependências do Exército; segundo a colunista Monica Bergamo, Michel Temer nomeou o advogado Alberto Toron como perito para justificar a posição do Estado brasileiro, que diz ser inviável a reabertura do caso
247 - A Corte Interamericana de Direitos Humanos abre, na próxima semana, o julgamento do Brasil no caso Vladimir Herzog. O jornalista foi torturado e morto durante a Ditadura Militar, em 1975, nas dependências do Exército.
Segundo a colunista Monica Bergamo, Michel Temer nomeou o advogado Alberto Toron como perito para justificar a posição do Estado brasileiro, que diz ser inviável a reabertura do caso.
"De acordo com essa posição, as leis brasileiras de anistia, julgada constitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e de prescrição impediriam uma nova investigação em busca dos responsáveis pela tortura e morte do jornalista. Clarice Herzog, viúva do jornalista e mãe de seus dois filhos, representará a família, que pediu a responsabilização internacional do país pela impunidade da morte", diz a colunista da Folha.
