Tereza Cruvinel: o Judiciário está 'fora da caixinha'

"Colocar cada qual em sua caixinha, como disse Ciro, não é manietar a Justiça ou coisa assim, como se tentou vender. É restabelecer os limites que impedem ocorrência como as daquele domingo, só possíveis quando o Estado de Direito preserva a forma mas não a inteireza", escreve a jornalista, em sua coluna no Jornal do Brasil

Tereza Cruvinel: o Judiciário está 'fora da caixinha'
Tereza Cruvinel: o Judiciário está 'fora da caixinha'

247 - A jornalista Tereza Cruvinel analisa em sua coluna do Jornal do Brasil "a gritaria supostamente legalista" quando, há poucos dias, o presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou que Lula só sairá da prisão se a Justiça e o Ministério público "voltarem para suas caixinhas".

"Ciro já explicou dezenas de vezes que se referia aos excessos, desmandos e exorbitâncias que acontecem nesta esfera", ressalta a jornalista, acerca dos "comportamentos da procuradora-geral da República e de dois desembargadores, no dia do 'prende-solta' de Lula".  Nesta segunda-feira, eles tentaram justificar o que fizeram no dia 8 de julho, ao ligar para o diretor-geral da PF determinando que não obedecesse uma ordem judicial para soltar Lula.

Em nota, o presidente do TRF-4, Thompson Flores, admitiu que telefonou mesmo ao diretor-geral da PF, pedindo que não cumprisse a ordem de soltura emitida pelo desembargador Rogério Favreto, de seu próprio tribunal, que no plantão de domingo, dia 8 de julho, concedera habeas corpus a Lula.

"Quando autoridades do sistema de Justiça 'saem de suas caixinhas' tão afrontosamente, permitem discursos como o que fez ontem na Câmara o deputado petista Paulo Pimenta. Depois de afirmar que três autoridades se juntaram para burlar a Justiça, o que é um crime, e que a associação de mais de duas pessoas para cometer crimes caracteriza quadrilha, ele pergunta: 'quem vai investigar esta quadrilha de togados?', questiona", lembra Tereza.

"Colocar cada qual em sua caixinha, como disse Ciro, não é manietar a Justiça ou coisa assim, como se tentou vender. É restabelecer os limites que impedem ocorrência como as daquele domingo, só possíveis quando o Estado de Direito preserva a forma mas não a inteireza", completa. 

Leia a íntegra da coluna. 

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