Tereza Cruvinel: prestes a começar, governo Bolsonaro segue falando abobrinhas

A jornalista Tereza Cruvinel observa que "ao longo dos dois meses de transição, o novo governo que começa na próxima semana alimentou o país com abobrinhas ideológicas, nada informando, objetivamente, sobre as providências que tomará para enfrentar os problemas da vida real"; para ela, a população "tanto otimistas quanto pessimistas fazem apostas no escuro, baseadas na empatia ou antipatia pelo candidato eleito"

Tereza Cruvinel: prestes a começar, governo Bolsonaro segue falando abobrinhas
Tereza Cruvinel: prestes a começar, governo Bolsonaro segue falando abobrinhas (Foto: REUTERS / Adriano Machado)

247 - A jornalista Tereza Cruvinel observa que "ao longo dos dois meses de transição, o novo governo que começa na próxima semana alimentou o país com abobrinhas ideológicas, nada informando, objetivamente, sobre as providências que tomará para enfrentar os problemas da vida real". Para ela, a população "tanto otimistas quanto pessimistas fazem apostas no escuro, baseadas na empatia ou antipatia pelo candidato eleito".

"As abobrinhas ideológicas – que vão da eleição de Cuba e Venezuela como "inimigos externos", passando pela enigmática "ideologia de gênero", críticas à imprensa e ênfase desmedida na questão das terras indígenas – não vão encher barriga, nem reduzir a pobreza ou trazer empregos, demandas concretas que geram uma responsabilidade imensa para o superministro da economia, Paulo Guedes. Tal como o chefe, ele tem esboçado linhas pouco nítidas de um programa ultraliberal", destaca ela em sua coluna no Jornal do Brasil.

"Bolsonaro é o primeiro presidente que, depois de eleito, não concedeu uma entrevista coletiva organizada e formal falar das ações de governo de curto e longo prazo. Ele acredita que a mediação da imprensa tornou-se dispensável na era das redes sociais. Ainda terá provas de seu engano mas por ora, através do Twitter, é que fala para a bolha do bolsonarismo, que é grande mas abarca todos os segmentos da população. Os desconectados, que ainda são milhões, estão no escuro", afirma. 

Leia a íntegra da coluna no Jornal do Brasil. 

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