Tereza Cruvinel: sumiço de ex-assessor de Bolsonaro atravanca investigações

O estratégico sumiço do ex-assessor de deputado Flávio Bolsonaro (PSL), que levantou suspeitas do Coaf ao movimentar R$ 1,2 milhão em sua conta, tem sido o destaqaue nos comentários de imprtantes colunistas brasileiros. Este também foi o tema do artigo publicado neste domingo (16) pela experiente jornalista Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil.

Tereza Cruvinel: sumiço de ex-assessor de Bolsonaro atravanca investigações
Tereza Cruvinel: sumiço de ex-assessor de Bolsonaro atravanca investigações

Por Tereza Cruvinal, no JB - Há dez dias está em cartaz o escândalo da movimentação financeira suspeita de R$ 1,2 milhão pelo ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, Fabrício de Queiroz, que sumiu no mundo sem apresentar, de público, a "explicação plausível" que teria dado ao antigo chefe.

Enquanto isso, vão surgindo mais e mais revelações sobre as estranhas relações da família Bolsonaro com os funcionários de seus gabinetes parlamentares.

O sumiço e o silêncio de Queiroz atravancam as investigações, mas também apontam para a gravidade do que poderia revelar.

O enredo engrossou.

Já se sabe que Nathalia Queiroz, filha do movimentador da conta, foi lotada em dezembro passado no gabinete de Bolsonaro pai, na Câmara, embora atuasse intensamente como personal trainer de famosos no Rio.

Acrescento: contratada com salário bruto de R$ 8.752,58, ela depositou na conta do pai praticamente tudo o que ganhou em 2017: R$ 84.000, segundo o COAF.

O caso dela, semelhante ao da Val do Açaí, tem que ser explicado pelo presidente eleito.

Já apareceu outro PM, também funcionário de Flávio, que ganhava da Alerj mesmo passando meses no exterior. E um funcionário de Carlos deslocado para a campanha do pai.

Já se sabe que Fabrício, movimentando tanto dinheiro, precisou financiar 80% do apartamento que comprou recentemente na Taquara.

Sua moradia atual, no mesmo bairro, é bem humilde. Seu sumiço não vai tirar o assunto de pauta.

O implacável juiz Sérgio Moro choveu no molhado: defendeu a investigação do caso e nada mais disse.

O vice Mourão, como sempre, mordeu e assoprou.

 

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