Thor: atropelamento foi inevitável

Filho de Eike Batista diz em depoimento que o ciclista Wanderson estava no meio da pista e não tinha condições de desviar; ele responde por homicídio culposo e afirma ter pago R$ 300 mil de indenização a parentes da vítima

Thor: atropelamento foi inevitável
Thor: atropelamento foi inevitável

247 - Thor Batista, 21, filho do empresário Eike Batista, disse ontem em depoimento à Justiça, que no dia 17 de março de 2012 trafegava dentro da velocidade permitida, mas que o atropelamento do ciclista Wanderson Pereira dos Santos foi "inevitável": "ele estava no meio da pista e não tinha condições de desviar".

Thor responde por homicídio culposo (sem intenção de matar) perante a 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O jovem afirma que na noite do acidente, trafegava em sua Mercedes-Benz SLR McLaren a 100 km/h nas retas e 70 km/h nas curvas. A velocidade permitida na estrada é de 110 km/h.

O primeiro laudo apresentado pelo Ministério Público indicava que o motorista estava a 135 km/h no momento do acidente, mas o documento acabou sendo anulado pela Justiça. Um novo laudo indicou que na ocasião ele trafegava entre 100 km/h e 115 km/h.

Thor também disse ontem que, embora não se considere culpado pelo acidente, ofereceu R$ 300 mil como indenização à família da vítima. O dinheiro teria sido pago para uma tia com quem Wanderson Pereira morava. O filho do empresário disse ainda ter recibos e documentos que comprovam o acordo.

Agora, o Ministério Público e os advogados do empresário têm cinco dias para apresentar alegações finais. A sentença de primeira instância deve sair até o final do semestre.

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