Tijolaço: Cerco a Temer: sem fatos novos, mas com cartas na manga?

O editor do Tjolaço, Fernando Brito, observa que ao autorizar a Operação Skala - que prendeu amigos e aliados de Michel Temer - o ministro Do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso "com ordens de prisão baseadas em fatos que são sabidos há mais de um ano e que, tudo indica, serão revogadas logo após os interrogatórios, tirou da ribalta o caso do julgamento do habeas corpus de Lula"; "Temer, um velhaco reconhecido e com 90% de rejeição, é o alvo mais adequado a quem quer granjear apoio para a ferocidade judicial e, portanto, o alvo ideal para quem quer promover o supremacismo judicial", diz Brito

rpberto barroso
rpberto barroso (Foto: Paulo Emílio)

Por Fernando Brito, no Tijolaço - Julianna Sofia, secretária de Redação da sucursal da Folha em Brasília estranha, em sua coluna de hoje, que não haja novidades na fundamentação da prisão preventiva de asseclas de Michel Temer decretada por Luís Roberto Barroso.

(...)o despacho do ministro Luís Roberto Barroso que originou a Operação Skala, com a prisão de três amigos do emedebista, nada traz de novidade factual sobre as conexões do esquema.Embora una peças dispersas dentro de uma narrativa de trocas espúrias de benefícios públicos por recursos privados, o que perduraria há mais de duas décadas no setor de portos, a decisão não contém —ou não revela— novos elementos objetivos para ensejar a operação.

Ora, a razão é evidente, ou as razões são.

Barroso, com ordens de prisão baseadas em fatos que são sabidos há mais de um ano e que, tudo indica, serão revogadas logo após os interrogatórios, tirou da ribalta o caso do julgamento do habeas corpus de Lula. Nem falo do atentado, para não supor que a degradação moral do ministro tenha ido ao ponto de ajudar a reduzir as cobranças por um atentado político.

Temer, um velhaco reconhecido e com 90% de rejeição, é o alvo mais adequado a quem quer granjear apoio para a ferocidade judicial e, portanto, o alvo ideal para quem quer promover o supremacismo judicial.

Aliás, é de dar risadas a nota oficial do Planalto onde se diz que querem "destruir a reputação" do presidente atual.

Não está claro até aonde irão Barroso e Raquel Dodge e a situação dos dois operadores de Temer – José Yunes e o coronel João Batista Lima – e frágil o suficiente até para provocar descuidos que tragam fatos novos.

Alem do mais, o assanhamento de Rodrigo Janot e da mídia são indicadores de que planejam ir mais longe e colocar, em meio á campanha presidencial, um novo pedido de autorização para processar Temer.

Parece haver cartas na manga de Luís Roberto Barroso e logo veremos se ele as porá sobre a mesa.

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