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Tijolaço: Villas-Boas faz bem em cozinhar general provocador

"O general Mourão vai ser punido, mas sem espalhafato, porque é  exatamente isso que ele pretendia ao fazer a gravação que gerou toda esta polêmica", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço

"O general Mourão vai ser punido, mas sem espalhafato, porque é  exatamente isso que ele pretendia ao fazer a gravação que gerou toda esta polêmica", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço (Foto: Leonardo Attuch)

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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Ontem escrevi aqui, ao comentar o ato de provocação do General  Antonio Hamilton Mourão que, àquele momento, o Comando do Exército julgava se “ele deve ser ignorado ou receber nova punição, necessária do ponto-de-vista disciplinar, mas que tem o inconveniente de  torná-lo líder do “movimento dos sem juízo”.

O general Mourão vai ser punido, mas sem espalhafato, porque é  exatamente isso que ele pretendia ao fazer a gravação que gerou toda esta polêmica.

Mourão falou na sexta-feira,  15, dia seguinte ao da 314ª reunião do Alto Comando do Exército, onde o ponto mais polêmico foram os cortes orçamentários impostos aos militares.

Recordem-se que foi o dia em que se tornou pública a suspensão das atividades das tropas enviadas ao Rio para colaborar na segurança pública, por falta de recursos financeiros.

No mesmo dia, o comandante da Arma, General Eduardo Villas-Boas divulgou mensagem afirmando que um dos temas da reunião foi “a questão das restrições orçamentárias que já chegaram ao limite do razoável”.

Há um clima evidente de descontentamento e até inconformismo com a situação de penúria em que Arma está lançada.

Mourão, secretário de Economia e Finanças do Alto Comando, percebe isso perfeitamente e “se candidata” a mártir.

Já não é de hoje.

Mourão sabe que não chega “por antiguidade” a comandante do Exército (é aspirante de 75, a mais antiga turma de oficiais ainda na ativa, à beira da reforma), Nem pela política (onde Sérgio Etchegoyen nada de braçada), muito menos  por indicação pessoal de Villas-Bôas.

Mourão não é candidato a Castelo Branco, é candidato a Costa e Silva.

Vai amar quanto mais o fizerem de “monstro”, é tudo o que deseja.

O ministro Jungmann, como é natural dado o seu nível de inteligência, parece que não entendeu isso.

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