Toffoli não vai se pronunciar sobre ameaça de Eduardo Bolsonaro

Três ministros do Supremo consideraram gravíssima a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro de que que "basta um cabo e um soldado para fechar a corte", informa a jornalista Miriam Leitão em sua coluna no jornal O Globo; um dos ministros lembrou que, para fechar o Supremo Tribunal Federal, "o que nem a ditadura tentou", seria preciso "antes disso revogar a Constituição"; até agora, o presidente da corte Antonio Dias Toffoli não se pronunciou

Toffoli não vai se pronunciar sobre ameaça de Eduardo Bolsonaro
Toffoli não vai se pronunciar sobre ameaça de Eduardo Bolsonaro (Foto: STF)

247 - Três ministros do Supremo consideraram gravíssima a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro de que que "basta um cabo e um soldado para fechar a corte", informa a jornalista Miriam Leitão em sua coluna no jornal O Globo. Um dos ministros lembrou que, para fechar o Supremo Tribunal Federal, "o que nem a ditadura tentou", seria preciso "antes disso revogar a Constituição". Até agora, o presidente da corte Antonio Dias Toffoli não se pronunciou. 

A reportagem reforça que "Dias Toffoli ainda não se pronunciou, mais de 24 horas depois de o vídeo do deputado irromper nas redes sociais".

O presidente da Corte 'não quis botar mais lenha na fogueira', segundo o jornalista Lauro Jardim.

A matéria acrescenta: "outros dois ministros também preferiram fingir que o vídeo não teve maior gravidade: Marco Aurélio Mello, numa declaração mais moderada que a costumeira, e Rosa Weber, que também baixou a bola das declarações do filho de Jair Bolsonaro, escreve o colunista. A exceção foi o decano Celso de Mello, que classificou a afirmação como 'inconsequente e golpista' em nota enviada por escrito ao jornal Folha de S. Paulo. O ministro ressaltou na mensagem que a votação recorde do deputado - o mais votado da História do país - não legitima 'investidas contra a ordem político-jurídica".

A nota do decano foi: "essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República!!!! Votações expressivas do eleitorado não legitimam investidas contra a ordem político-jurídica fundada no texto da Constituição! Sem que se respeitem a Constituição e as leis da República, a liberdade e os direitos básicos do cidadão restarão atingidos em sua essência pela opressão do arbítrio daqueles que insistem em transgredir os signos que consagram, em nosso sistema político, os princípios inerentes ao Estado democrático de Direitos".

 

 

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