Universidades federais denunciam que repasse de verbas do MEC caiu 37% nos últimos 11 anos

Recursos são referentes a pagamentos de despesas básicas como água, luz, segurança, manutenção além de bolsas de alimentação e alojamento de alunos

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UFRJ (Foto: Artur Moês/Coordcom/UFRJ)


247 - De acordo com dados Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), os orçamentos do MEC para o ensino superior em 2010 seria hoje o equivalente a R$ 7,1 bilhões e em 2021, com mais alunos e mais despesas e em outra conjuntura política e econômica, o orçamento destinado às universidades federais é de R$ 4,5 bilhões, 37% a menos em 11 anos. Os cortes estão diretamente ligados às despesas com manutenção, água, luz, alimentação e programa de auxílio estudantil. 

A análise não inclui os recursos para salários e aposentadorias, que são despesas de pagamento obrigatório, mas de acordo com a reportagem do portal G1, a falta de recursos pode levar à redução ou paralisação das atividades.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, que na pandemia está desenvolvendo teste moleculares de detecção do coronavírus e atendendo pacientes no hospital universitário, teme paralisar as atividades.  O orçamento discricionário da universidade caiu R$ 340 milhões em 10 anos: de R$ 639 milhões em 2011 para R$ 299 milhões em 2021. 

Segundo o vice-reitor da UFRJ, Carlos Frederico Leão Rocha, o gasto mensal da universidade é de cerca de R$ 31 milhões e, com o orçamento que está sendo destinado, a universidade só conseguiria se manter até julho.

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) diz que a medida vai afetar mais de 28 mil estudantes já em maio, com cortes nas bolsas acadêmicas de  R$ 400 para R$ 250  e suspensão por tempo indeterminado de auxílio saúde e de material didático.

A Universidade de Brasília (UnB) informou que o caixa de recursos para investimentos em 2021 está zerado. 

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