HOME > Brasil

"Vamos defender a criação do estado palestino", diz Paulo Pimenta

Em entrevista à Globonews, ministro afirmou que o Brasil atuará no Conselho de Segurança da ONU na busca pela "obtenção de um cessar-fogo urgente" no conflito Israel-Hamas

Paulo Pimenta (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação do Governo Federal, Paulo Pimenta, reforçou nesta quarta-feira (11) o compromisso do Brasil em defender a criação do Estado Palestino. Em uma declaração dada durante sua participação no programa "Estúdio i", da Globonews, Pimenta destacou a importância de denunciar qualquer ação de violência contra populações civis e a busca por um cessar-fogo urgente no conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas.

O ministro ressaltou que o Brasil, que ocupa a presidência do Conselho de Segurança da ONU, está comprometido em trabalhar para encerrar de imediato e em definitivo o conflito no Oriente Médio. "Vamos defender a criação do Estado Palestino e lutar pelo respeito aos direitos humanos, denunciando qualquer ato de violência contra civis e trabalhando para a obtenção de um cessar-fogo urgente", afirmou o ministro. >>> "Cessar-fogo e repatriação de brasileiros são únicas coisas que interessam nesse momento", diz Pimenta

As declarações de Paulo Pimenta ocorreram em meio a um apelo feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que usou as redes sociais para pedir intervenção humanitária imediata no conflito e garantir a segurança das mulheres e crianças envolvidas na situação. Lula destacou a necessidade de as partes em conflito permitirem a evacuação dos civis e instou o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a comunidade internacional a atuarem conjuntamente para pôr fim à violação aos direitos humanos na região.

"Quero fazer um apelo ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e à comunidade internacional para que, juntos e com urgência, lancemos mão de todos os recursos para pôr fim à mais grave violação aos direitos humanos no conflito no Oriente Médio", declarou Lula.

Ele ressaltou a importância de garantir a segurança das crianças envolvidas no conflito, independentemente de sua origem étnica ou nacionalidade. "Crianças jamais poderiam ser feitas de reféns, não importa em que lugar do mundo. É preciso que haja um mínimo de humanidade na insanidade da guerra. É urgente uma intervenção humanitária internacional. É urgente um cessar-fogo em defesa das crianças israelenses e palestinas", enfatizou o presidente.