Viagem de Lula à Europa marca volta de dupla com Celso Amorim

Ex-presidente Lula tem compromissos na Alemanha, Bélgica, Espanha e França e em parte deles está acompanhado do ex-chanceler Celso Amorim

Lula e Celso Amorim
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Por Denise Assis, para o Jornalistas pela Democracia 

Na primeira quinzena do mês de novembro o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para a Europa. Vai cumprir uma agenda de contatos com os partidos progressistas, começando pela Alemanha, onde será recebido por líderes sindicais, base do Partido Social-Democrata (SPD), que venceu a União Social-Cristã (CDU), sigla de Angela Merkel. A Legenda vencedora, representada por Olaf Scholz recebeu 25,7% dos votos. Venceu por margem pequena, mas levou.

A viagem tem um aspecto saudosista. Será refeita a dupla Lula/Celso Amorim, responsável pela política de relações externas ativa e altiva, que colocou o Brasil no mapa internacional como um país em expansão, cujo crescimento mereceu, no ano de 2009, uma capa da respeitada revista The Economist, em que o Cristo Redentor decolava, para sintetizar o que era o Brasil naquele momento.

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Amorim não embarca no mesmo dia que Lula para os encontros na Alemanha. Vai se juntar à equipe em 15 de novembro, em Bruxelas, (Bélgica), quando o ex-presidente terá encontros com lideranças do parlamento europeu. Dali seguem para Paris, onde será agraciado com um prêmio e fará conversas com importantes políticos e sindicalistas. De Paris, partem para a Espanha, país em que Lula tem amigos e admiradores, como pôde ser observado no último congresso do Podemos, partido de esquerda de Madri, em que Lula foi ovacionado ao fim da apresentação de um vídeo, enviado para saudar a abertura dos trabalhos. Sua fala, em que se diz “irmão” do Podemos arrancou aplausos entusiasmados.

Celso Amorim serviu aos governos Lula de 2003 a 2010, como ministro das Relações Exteriores. Ele, Luiz Dulci e Jorge Armando Felix foram os únicos ministros ou secretários do primeiro gabinete de Lula a permanecer nos cargos para que foram originalmente designados.

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Em seu segundo ministério, Amorim tornou-se responsável pelo direcionamento humanista da política externa brasileira, que incluiu entre seus objetivos a luta contra a fome, a pobreza e o unilateralismo.  

Formulou coalizões com países do hemisfério sul, tais como G-20 (luta pela redução das distorções no comércio agrícola, na Organização Mundial de Comércio), o G-4 (luta para tornar o Conselho de Segurança das Nações Unidas menos anacrônico e mais legítimo e representativo), o G-3 (Fórum IBAS – Índia, Brasil e África do Sul) – para coordenação de posições no cenário internacional) e participou ativamente na institucionalização, da construção e das ações do chamado BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China, mais tarde integrado também pela África do Sul, o que lhe acrescentou um “S”. Entre outras iniciativas concebidas em sua gestão, notabilizou-se pela ASA (Cúpula América do Sul-África) e pela ASPA (Cúpula América do Sul-Países Árabes).

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Em 29 de janeiro de 2010, recebeu, em nome de Lula, o prêmio de "Estadista global" no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça e em 29 de outubro de 2010, o Ministro recebeu, em Miami, o prêmio “Bravo Business” da revista Latin Trade, na categoria “Innovative Leader of the Year”. No mesmo dia, foi o orador principal do painel “Brazil’s Role in the Global Economy”.  

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