Vídeo da reunião mostrou Bolsonaro exaltado, com vocação para ditador, usando palavrões e fazendo ameaças

Na reunião do dia 22 de abril, em que mostrou vocação de ditador e falta de educação, com o uso de palavrões e ameaças contra governadores e ministros do STF,l Bolsonaro confessou que tem um sistema paralelo de informação

Reunião ministerial e Jair Bolsonaro
Reunião ministerial e Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)
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247 - O vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril revelou que Jair Bolsonaro tem um sistema de informação particular, paralelo aos órgãos oficiais, reforçando as indicações de interferência política na Polícia Federal.

O ministro do STF Celso de Mello liberou a divulgação do vídeo do encontro em que foram pronunciados palavrões e foram feitas ameaças de prisão, morte, rupturas institucionais, xingamentos e ataques a governadores e integrantes do Supremo Tribunal Federal. 

Na reunião Bolsonaro afirmou que tem um sistema "particular" de informação que em sua opinião funciona bem. Ele atacou o sistema dos órgãos oficiais, reforçando a suspeita de interferência na Polícia Federal para proteger familiares e amigos.

Segundo levantamento da Folha de São Paulo, foram 37 palavrões, 27 deles proferidos pelo presidente. Xingou o governador de João Doria e o do Rio de Janeiro Wilson Witzel.  

Bolsonaro deu indicações de que conta com uma reação armada dos setores da população que pretende armar, formando milícias para atacar adversários e fazer valer seus decretos 

BOlsonaro fez ataques à gestão do seu então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Interlocutores do ex-ministro dizem que Bolsonaro teria requerido à equipe de Moro que levantasse dados de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), havia se reunido com outras autoridades numa madrugada para tramar um processo de impeachment. O então ministro disse a ele que o encontro não existiu. Diante disso, o presidente se irritou e disse que sua rede de informações privada era mais eficiente.

As revelações desta sexta ficarão a cargo da análise do procurador-geral da República, Augusto Aras. 

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