Vídeo de Bolsonaro atacando integridade de eleições tem de ser excluído das redes, pede Marcos Coimbra
O cientista político Marcos Coimbra, diretor-executivo do Vox Populi, diz ser mandatório que as redes sociais e o YouTube atem para retirar das plataformas a gravação da última “live” de Jair Bolsonaro
247 - Em entrevista para o programa "Sua Excelência, O Fato", nesta manhã o cientista político Marcos Coimbra, diretor-executivo do Vox Populi, diz ser mandatório que as redes sociais e o YouTube atem para retirar das plataformas a gravação da última “live” de Jair Bolsonaro. “Ele falou mentiras, atacou instituições, e isso não pode ser usado para inflamar as redes bolsonaristas contra as instituições”, disse. Na última quinta-feira, usando inclusive a estrutura da TV Brasil, instituição pública de Estado, o presidente da República sugeriu irregularidade na ação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, na defesa da lisura do voto eletrônico auditável que já existe no Brasil desde 1996. O jornalista Luís Costa Pinto, integrante da bancada fixa do programa junto com Eumano Silva, lembrou que a estrutura de comunicação da Presidência foi usada até para convocar atos antidemocráticos que ocorrerão domingo – e que isso é crime.
No programa, cuja íntegra você confere abaixo, Coimbra vislumbra dificuldades eleitorais crescentes para Bolsonaro na perseguição a um segundo mandato. “Não é só a pandemia. É a inação, é a tragédia de ele fazer, de longe, o pior governo na História do Brasil, diz o diretor-executivo do Vox Populi. E adverte: “tudo leva a crer que, em condições normais da democracia, Lula será eleito. Fincado no centro do poder, Bolsonaro atrapalhou a própria direita. Agora, vencendo em 2022, Lula precisa ter uma vitória imensa porque isso será fundamental na tarefa de reconstrução do País”.
