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Vídeo em que tucano pediu R$ 10 mi para barrar CPI baseou operação Resta Um

Uma das provas que fundamentaram a 33ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira 2, e que mira a empreiteira Queiroz Galvão, foi o vídeo de uma reunião em que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra pediu R$ 10 milhões em propina para poder barrar a CPI da Petrobras em 2009; estavam presentes no encontro Fernando Baiano e Paulo Roberto Costa, além de outras três pessoas; segundo a PF, o pagamento feito ao tucano está comprovado "por farta prova documental que corroborou o depoimento de, pelo menos, cinco colaboradores"

Uma das provas que fundamentaram a 33ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira 2, e que mira a empreiteira Queiroz Galvão, foi o vídeo de uma reunião em que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra pediu R$ 10 milhões em propina para poder barrar a CPI da Petrobras em 2009; estavam presentes no encontro Fernando Baiano e Paulo Roberto Costa, além de outras três pessoas; segundo a PF, o pagamento feito ao tucano está comprovado "por farta prova documental que corroborou o depoimento de, pelo menos, cinco colaboradores" (Foto: Gisele Federicce)

247 – O vídeo em que o senador e ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, falecido em 2014, pediu R$ 10 milhões em propina para poder barrar a CPI da Petrobras em 2009 foi uma das provas que basearam a operação Resta Um, a 33ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira 2 pela Polícia Federal.

A ação mira a empreiteira Queiroz Galvão, que segundo a PF, realizou o pagamento da propina ao tucano. O pagamento, segundo os investigadores, está comprovado "por farta prova documental que corroborou o depoimento de, pelo menos, cinco colaboradores, sendo três deles dirigentes de empreiteiras".

Nesta terça, o ex-presidente da empreiteira Ildefonso Colares Filho e o ex-diretor Othon Zanoide de Moraes Filho foram presos preventivamente. A PF informou que os executivos da companhia são investigados "pela prática sistemática de pagamentos indevidos a diretores e funcionários da Petrobras".

Assista novamente ao vídeo da reunião em que estava Sérgio Guerra, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o lobista Fernando Baiano e mais três pessoas. Leia mais informações na reportagem da Agência Brasil:




PF deflagra 33ª fase da Lava Jato, com foco na construtora Queiroz Galvão

Felipe Pontes - A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (2) a 33ª fase da Operação Lava Jato, que tem como foco irregularidades cometidas pela construtora Queiroz Galvão, a terceira em volume de contratos com a Petrobras.

O objetivo dessa fase, denominada Resta Um, é investigar contratos para obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e nas refinarias de Abreu e Lima (PE), do Vale do Paraíba (SP), Landulpho Alves (BA) e de Duque de Caxias (RJ).

Segundo a PF, a construtora integrava o chamado "cartel de empreiteiras", com pagamentos de proprina sistemáticos a funcionários e diretores da Petrobras, assim como a partidos políticos.

A força-tarefa da Lava Jato também informou ter identificado indícios concretos de que executivos da construtora fizeram pagamentos em dinheiro para dificultar o andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras no Senado, em 2009.

Em abril, o ex-senador Gim Argello foi preso na 28ª fase da Lava Jato. Ele era vice-presidente da CPI da Petrobras e foi acusado de receber pagamentos em dinheiro para evitar a convocação de executivos na comissão. Ele fechou acordo de delação premiada com a Justiça poucos dias após sua prisão.

Cerca de 150 policiais cumprem dois mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária, seis de condução coercitiva e 23 de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas em São Paulo, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Goiás, Pernambuco e Minas Gerais.