Vídeo: o que acontece em Alter do Chão, no Pará, onde militantes foram presos acusados de incendiar a Amazônia

Vídeo gravado pelo irmão de um dos quatro brigadistas voluntários presos em operação da Polícia do Pará nesta terça-feira, acusados de fabricar incêndios na região, alerta que os militantes são vítimas e que "o que aparece na mídia não é verdade". Eles estão sendo privados de defesa e informação, denuncia. Assista

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247 - Um vídeo gravado pelo irmão de um dos brigadistas voluntários de Alter do Chão, no Pará, preso nesta terça-feira (26) pela polícia acusado de estar envolvido em incêndios criminosos que assolaram a Amazônia ao longo deste ano em troca de benefícios financeiros, dá detalhes sobre o caso e denuncia que os militantes presos estão sem acesso a informação e privados de defesa. 

Seu irmão preso é João Vitor Pereira Romano. Outros militantes presos que atuam no combate ao fogo na região foram Daniel Gutierrez Govino, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerver.

“Faço este vídeo apelando porque o que aparece na mídia não é a verdade. Estão colocando estes quatro meninos como criminosos, eles são vítimas de alguma coisa que agente não sabe direito o que acontece, mas a gente precisa de ajuda. Estes quatro meninos arriscavam a vida combatendo o fogo na Amazônia, defendendo a floresta, e agora eles precisam de nossa ajuda para que essas informações sejam dadas de forma verdadeira”, diz o jovem. 

“Ajude a mostrar às pessoas que esta história tem um outro lado e que a gente tenha a divulgação real do que está acontecendo. Até o momento a gente não sabe nem do que eles estão sendo acusados. Eles estão sendo privados de informação , privados de defesa”, ressalta. 

Entidades ligadas às causas ambientais criticaram a ação da polícia e ressaltam que a operação vem na esteira das acusações e tentativas de criminalização feitas pelo governo Jair Bolsonaro de tentar criminalizar as Organizações Não Governamentais (ONGs). Marina Silva disse que a criminalização de ONGs por causa de incêndios é inaceitável.

Em agosto, Jair Bolsonaro afirmou, sem provas, que o aumento de queimadas registrado nos últimos dias na Amazônia pode ser uma reação à suspensão de repasses do governo para ONGs e de verbas de países para o Fundo Amazônia, projeto de cooperação internacional para preservação da floresta.

Veja o vídeo:

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