Wassef diz que dinheiro enviado a médico que cuidou de Queiroz se tratava de pagamento de consulta própria

O Coaf registrou o encaminhamento de R$ 10,2 mil por parte de Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro, ao médico que tratou Fabrício Queiroz em dezembro de 2018

O advogado Frederick Wassef: acesso livre no Palácio do Planalto
O advogado Frederick Wassef: acesso livre no Palácio do Planalto (Foto: Adriano Machado/Reuters)
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247 - O ex-advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef, em entrevista ao jornal O Globo, disse que a quantia de R$ 10,2 mil enviada ao médico urologista Wladimir Alfer, que cuidou de Fabrício Queiroz em dezembro de 2018, se tratava de pagamento de um procedimento a qual o próprio advogado foi submetido.

A movimentação financeira foi registrada em relatório do Conselho do Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 

"Fui operado, internado no Hospital Albert Einstein Morumbi. Fui submetido a uma anestesia geral e fiquei lá por mais de quatro dias. O médico que cuidou deste procedimento foi o doutor Wladimir Alfer. Fui submetido a uma biópsia da minha bexiga. Sou um paciente que teve câncer, passei os últimos dez anos da minha vida entrando e saindo de hospital com quatro doenças gravíssimas e raríssimas. Então, em acompanhamento médico, apareceu na minha tomografia computadorizada de abdômen algo que parecia ser um tumor na minha bexiga. Em função deste exame de tomografia, o doutor Wladimir solicitou que eu fosse internado e submetido a essa cirurgia. Foi no finzinho de agosto ou na primeira semana de setembro o meu procedimento médico. E eu só vim a pagar a doutor Wladimir 30 ou 40 dias depois do procedimento, que é esse pagamento aí. A data precisa eu não tenho de cabeça agora", afirmou Wassef.

Em entrevistas anteriores, o advogado negou ter dado ajuda financeira a Queiroz, ainda que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro tenha sido preso na casa de Wassef.

Frederick Wassef também falou sobre depósitos milionários em sua conta vindos da empresa Globalweb, que tem contratos com o governo federal e é comandada por sua ex-esposa, Maria Cristina Boner, e pela filha dela, Bruna. O advogado afirma que o dinheiro era a devolução de um empréstimo e diz que é vítima de "maldade" por parte do Coaf e do Ministério Público.

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