Witzel abandona críticas e pede para retomar o diálogo com Bolsonaro

'Espero que o presidente possa me receber para a gente conversar', diz o governador do Rio, Wilson Witzel, que após operação da Polícia Federal em sua residência oficial e outros endereços ligados a ele, agora quer se reconciliar com Jair Bolsonaro. As críticas sempre foram feitas para melhorar o desenvolvimento econômico, diz Witzel

Jair Bolsonaro e Wilson Witzel
Jair Bolsonaro e Wilson Witzel (Foto: Reuters)
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247 - Depois de acusar Jair Bolsonaro de ter estado por trás da Operação Placebo, na qual a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no Palácio das Laranjeiras, no fim de maio, o governador do Rio, Wilson Witzel, amenizou suas críticas ao adversário político e agora diz que quer "retomar o diálogo".  

Como espécie de senha para legitimar seu pedido, Witzel atacou o PT, ao dizer que há alguns anos a PF tem sido aparelhada e usada de forma política para "o assassinato de reputações", prática que segundo o governador teria começado na gestão do PT.

Logo após a operação da PF que apreendeu documentos, celulares e computadores do governador e da primeira-dama, Helena, Witzel chamou Bolsonaro de ditador, negou todas as acusações e disse ser vítima de perseguição. A Operação Placebo investiga desvio de recursos públicos em contratos da Secretaria Estadual de Saúde.

Nesta terça-feira (9), o jornal "Folha de S.Paulo" publicou que o governador já teria comunicado a pessoas próximas que não fará mais oposição frontal ao presidente Jair Bolsonaro, destaca reportagem dos jornalistas Paulo Cappelli e Tatiana Furtado no Globo.  

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