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Wolney Queiroz defende Previdência e detalha plano contra fila

Ministro afirma que pasta não deve “fechar contas” e apresenta medidas como teleperícia, novos peritos e bônus para reduzir 3 milhões de pedidos

Wolney Queiroz defende Previdência e detalha plano contra fila (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quarta-feira (25) que sua pasta não deve ser responsabilizada pelo equilíbrio fiscal do governo e criticou a tentativa de atribuir à área o papel de “vilã” das contas públicas. Durante participação no Fórum Regional da Seguridade Social para as Américas, em São Paulo, ele também apresentou estratégias para enfrentar a fila de cerca de 3 milhões de pedidos no Instituto Nacional do Seguro Social. As informações foram originalmente publicadas pela Folha de S.Paulo.

Em sua fala, o ministro rejeitou a ideia de que a Previdência deva arcar com o ajuste fiscal. “Não queiram nos transformar em vilões, não queiram impor a nós a responsabilidade de fechar as contas no final do mês e no final do ano. A nossa tarefa é incluir, é fazer com que mais e mais pessoas estejam debaixo desse grande guardas-chuvas que é a Previdência Social”, declarou.

O encontro, que reúne representantes de diversos países, destacou como principal desafio a alta demanda por benefícios. Atualmente, o INSS recebe cerca de 1,3 milhão de novos pedidos por mês, o que pressiona a estrutura do órgão e amplia o tempo de espera dos segurados.

Para enfrentar o problema, Queiroz apontou a ampliação do Atestmed, sistema que permite perícias médicas à distância para concessão de auxílio-doença. A expectativa é atingir ao menos 500 mil beneficiários em um ano, reduzindo a necessidade de atendimentos presenciais.

Outra medida destacada é a contratação de 500 novos médicos peritos, convocados após concurso público em 2025. Segundo o ministro, o reforço no quadro deve acelerar a análise dos requerimentos e ajudar a destravar processos acumulados.

O plano também inclui o pagamento de bônus a servidores por meio do Programa de Gerenciamento de Benefício (PGB), com o objetivo de incentivar a análise de pedidos represados. “Tudo isso conjuntamente acontecendo vai dar um impacto muito positivo na redução dessa fila que é um compromisso, um pedido do presidente Lula para que a gente possa agilizar essa fila e que o cidadão seja atendido no menor tempo possível”, afirmou, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.