Woodstock na Paulista

Marcha da Liberdade, em So Paulo, um marco na defesa dos direitos individuais no Brasil; 5 mil pessoas, de todas as tribos, caminharam em paz, pelo simples direito, de debater questes atuais como a maconha, entre muitas outras

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Marco Damiani_247 – Na tarde deste sábado, cinco mil pessoas, de várias tribos, caminharam pacificamente, em São Paulo, pelo direito inalienável de expressar suas opiniões. A Marcha pela Liberdade, que começou na Avenida Paulista e terminou na Praça da República transcorreu sem atos de repressão por parte da Polícia Militar. “Não está havendo apologia às drogas, a manifestação é pacífica e não tenho ordens de reprimir nada disso”, disse ao Brasil 247 o Coronel Brito, um dos coordenadores da tropa de 250 policiais, durante o evento.

Presente à marcha, a vereadora Soninha Francine, do PPS, disse que não estava lá para defender a liberação da maconha. “Estou aqui pela defesa dos direitos individuais e para protestar contra a violência da marcha anterior”, disse ela ao Brasil 247. Na semana passada, houve confronto entre manifestantes da Marcha da Maconha (agora rebatizada como Marcha da Liberdade) e policiais. “O que vale agora é a democracia direta”, continou Soninha, que mencionou a campanha Preço Justo, do Brasil 247, como um exemplo de mobilização popular, por meio das redes sociais, que deu resultados efetivos -- o governo anunciou a redução dos impostos dos tablets, bandeira defendida pelo Preço Justo.

De fato, a marcha não foi marcada por atos de apologia à maconha, mas o jornal Brasil 247 defende a abertura deste debate – o que, aliás, ocorre de forma natural em vários países do mundo. Neste ano, faltou muito pouco para que a Califórnia fosse o primeiro estado norte-americano a liberar a venda de drogas tidas como leves, como é o caso da cannabis. Um dos manifestantes expressou sua posição: "Liberar a maconha significa dar um golpe mortal no tráfico de drogas e na violência das grandes cidades". Esta posição é compartilhada por diversas cabeças pensantes da América Latina, como Fernando Henrique Cardoso, o mexicano Ernesto Zedillo e o peruano Mario Vargas Llosa.

Uma cena marcante, na Marcha deste sábado, foi a filmagem das tropas da PM pelos próprios policiais. Na semana passada, os PMs que lideraram a repressão foram afastados. Desta vez, a polícia tomou precauções.

Assista, neste domingo, ao documentário produzido pela equipe do Brasil 247 na Marcha da Liberdade.

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