Zara é envolvida em denúncias de trabalho escravo

Trabalhadores em situao de escravido foram encontrados em confeces de SP, que prestavam servios rede espanhola; empresa responde processo no Ministrio do Trabalho



247, com Agência Brasil – Quatorze trabalhadores bolivianos e um peruano foram encontrados em situação análoga à escravidão em duas confecções na zona norte de São Paulo. Eles foram libertados no último dia 26 de julho por fiscais do Ministério do Trabalho. As confecções, de responsabilidade da marca Zara, da empresa espanhola Inditex, receberam 52 autos de infração.

"Entre outras irregularidades, foram constatadas jornada de trabalho excessiva, servidão por dívida, e precária situação de higiene", disse Renato Bignami, subsecretário de Inspeção do Trabalho do ministério. Os 15 trabalhadores receberam uma indenização de R$ 150 mil. A empresa responde agora a processo no Ministério do Trabalho e Emprego.

As investigações começaram no fim de junho quando os fiscais encontraram 52 trabalhadores, também em condições degradantes, em uma confecção da mesma empresa no município de Americana, no interior de São Paulo. Os fiscais passaram então a investigar toda a cadeia produtiva da marca Zara. Os trabalhadores libertados permanecem no Brasil sob os cuidados do governo.

O tema ganhou maior repercusão após a exibição de uma reportagem no programa A Liga, da Rede Bandeirantes, e no site do Repórter Brasil. Desde então, o assunto se posiciona entre os mais comentados no Twitter. Segundo a matéria do Repórter Brasil, a ligação entre a marca de roupas e as confecções é clara. Foram encontrados e-mails da empresa espanhola aos fornecedores com pedidos formais e correções em peças.

Em nota oficial, o grupo Inditex, o qual pertence a Zara, afirma que defenda a máxima proteção aos trabalhadores e informou exigir que o fornecedor regularize sua situação imediatamente. A companhia disse ainda que irá reforçar a fiscalização do sistema de produção não apenas deste fornecedor, mas também de todos os outros no País, a fim de "garantir que casos como este não se repitam”.

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