Zarattini: filme sobre a Lava Jato atende a interesses do capital internacional

Filme "Polícia Federal - A Lei é para Todos", que estreou no último final de semana, tem como objetivo "descredibilizar, impedir que ele [o ex-presidente Lula] seja o candidato porque eles [os envolvidos na produção do filme] fazem parte de um projeto que quer acabar com todos os projetos sociais e desenvolvimento no Brasil. São interesses do capital internacional em fazer com que o Brasil recue naquilo que avançou nos últimos 20, 30 anos de história", disse o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP); "Não é uma obra de arte, é uma obra de propaganda com o objetivo claro de aumentar a popularidade da Operação Lava Jato", completou

Filme "Polícia Federal - A Lei é para Todos", que estreou no último final de semana, tem como objetivo "descredibilizar, impedir que ele [o ex-presidente Lula] seja o candidato porque eles [os envolvidos na produção do filme] fazem parte de um projeto que quer acabar com todos os projetos sociais e desenvolvimento no Brasil. São interesses do capital internacional em fazer com que o Brasil recue naquilo que avançou nos últimos 20, 30 anos de história", disse o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP); "Não é uma obra de arte, é uma obra de propaganda com o objetivo claro de aumentar a popularidade da Operação Lava Jato", completou
Filme "Polícia Federal - A Lei é para Todos", que estreou no último final de semana, tem como objetivo "descredibilizar, impedir que ele [o ex-presidente Lula] seja o candidato porque eles [os envolvidos na produção do filme] fazem parte de um projeto que quer acabar com todos os projetos sociais e desenvolvimento no Brasil. São interesses do capital internacional em fazer com que o Brasil recue naquilo que avançou nos últimos 20, 30 anos de história", disse o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP); "Não é uma obra de arte, é uma obra de propaganda com o objetivo claro de aumentar a popularidade da Operação Lava Jato", completou (Foto: Paulo Emílio)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Sputnik - A estreia do último fim de semana, "Polícia Federal - A Lei é para Todos" nem bem tinha chegado aos cinemas e já era acusado de ser enviesado contra o PT. A retórica subiu de ambos os lados e a Sputnik conversou com o diretor Marcelo Antunez e o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini para entender o que pensam os dois lados da questão.

O ex-presidente Lula e os empresários envolvidos nos esquemas de corrupção investigados na força-tarefa em Curitiba são os únicos a receberem os nomes reais no longa. A decisão serviu para acalorar os ânimos: para partidários do PT uma tentativa de demonizar o ex-presidente tirar-lhe o crédito de uma eventual candidatura em 2018.

"O objetivo é descredibilizar, impedir que ele seja o candidato porque eles [os envolvidos na produção do filme] fazem parte de um projeto que quer acabar com todos os projetos sociais e desenvolvimento no Brasil. São interesses do capital internacional em fazer com que o Brasil recue naquilo que avançou nos últimos 20, 30 anos de história", avalia o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini, ele mesmo suspeito de receber pagamentos da Odebrecht em 2010 e 2012.

Os inquéritos foram autorizados pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin e seguem sob investigação. "Evidentemente, eles [os produtores] nunca entraram em contato para pedir a posição do PT", completa.

Já o diretor do filme, Marcelo Antunez, disse que a decisão em ocultar os nomes dos demais envolvidos na operação foi criativa. "Conforme fomos avançando nas pesquisas, em cada fase [da Lava Jato] existem um sem número de agentes e delegados e vários deles não trabalham em outros momentos, somem. Tem fase com 50, 60 investigadores e eles não voltam ou só voltam só lá na frente. Do ponto de vista do roteiro, fica impossível contar uma história com tantos personagens", defende-se.

Anonimato

Outro motivo de celeuma nas redes sociais foi o fato dos financiadores do filme permanecerem anônimos. Marcelo diz que foram empresários que, temendo represálias, preferiram "investir" a verba de realização sem terem os nomes citados por medo de represálias. Mas não seria o caso de uma obra que versa sobre a transparência no poder público também ser transparente sobre a forma a origem do dinheiro responsável pelo projeto?

"Acho a crítica infantil, o povo pensar isso até entendo o motivo, mas certamente quem levanta suspeitas tem outros interesses, de descredibilizar o filme, de levantar suspeitas. É patético. Existem vários outros filmes inclusive polêmicos em que os investidores também resolveram ficar anônimos. É um tema que divide tanto o Brasil, que é responsável por posições tão acaloradas, por vezes agressiva. Eu entendo perfeitamente a posição deles [os investidores]. Posso garantir que não tem empreiteiro ou financiador de campanha. Até acho que seria interessante [mostrar quem financiou], mas não foi uma decisão nossa e sim de quem coloca dinheiro. O que a gente, não financia? Financia através de Lei de Incentivo e é atacado por usar dinheiro público para falar mal de determinado governo?", questiona o diretor.

Zarattini, porém, tem uma opinião oposta. Ele não acha que existam partidos envolvidos no dinheiro para a realização do filme, mas sim grupos empresariais que "não têm interesse no PT e Lula governando o país novamente".

"É uma ação política que envolve recursos privados. Não é uma obra de arte, é uma obra de propaganda com o objetivo claro de aumentar a popularidade da Operação Lava Jato", avalia.

Sequências

"Polícia Federal — A Lei é Para Todos" nem bem entrou em caraz, Marcelo Antunez já prepara o volume dois de "Polícia Federal — A lei é para todos". A ideia até agora é fazer uma trilogia e o segundo filme deve abordar os fatos desde a condução coercitiva de Lula até o impeachment da presidente Dilma e a queda de ministros do governo Michel Temer. A recepção, porém, parece ser fraca.
Apesar de estar em cartaz com 737 cópias licenciadas pelo Brasil, configurando-o como a maior estreia nacional do ano, e 160 mil ingressos vendidos entre quinta e sexta (a projeção da produção é chegar a 480 mil no consolidado do fim de semana), o filme teve recepção fraca, registrando, de acordo com a imprensa, uma baixa média de espectadores por sessão.

"É um filme de baixa qualidade, um público pequeno está indo ver e muita gente criticando a qualidade da narrativa. Talvez vire o contrário, um mecanismo de desprestígio da Lava Jato", acredita Zarattini que completa dizendo que, em algum momento, o PT vai precisar "contar a sua própria versão da história". Alheio a críticas de jornalistas especializados e dos relatos de sessões vazias, Antunez e equipe já trabalham na sequência.

"As pessoas estão recebendo bem, estão aplaudindo. É uma bilheteria boa especialmente em feriado, quando muita gente viaja. [A sequência] não depende só de mim, vai depender de distribuidores e investidores, mas todos nós, do ponto de vista criativo já estamos trabalhando já há algumas semanas", revel

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247