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Petrobras amplia combustíveis sustentáveis e lidera a Transição Energética Justa no Brasil

Companhia traz soluções com menos emissões de carbono para transportes aéreo, naval e terrestre, conciliando desenvolvimento e sustentabilidade

Petrobras amplia combustíveis sustentáveis e lidera a Transição Energética Justa no Brasil (Foto: Petrobras/Divulgação )
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A Petrobras vem consolidando sua liderança na Transição Energética Justa (TEJ) por meio de investimentos em combustíveis mais sustentáveis, descarbonização de operações, geração renovável e inovação tecnológica. A estratégia concilia segurança energética, desenvolvimento econômico e redução das emissões de gases de efeito estufa, em um cenário de transformação das matrizes energéticas globais.

O compromisso está refletido no Plano de Negócios 2026-2030 da companhia, que prevê investimentos de US$ 109 bilhões nos próximos cinco anos, dos quais US$ 13 bilhões serão destinados a iniciativas de baixo carbono. O montante contempla projetos em energias renováveis, bioprodutos, descarbonização das operações e pesquisa, desenvolvimento e inovação, representando 12% dos investimentos previstos para o período.

A Petrobras também mantém metas de redução de emissões até 2030, incluindo a diminuição de 30% das emissões operacionais em relação a 2015. A companhia reafirma ainda o compromisso de alcançar a neutralidade das emissões operacionais até 2050.

O que é Transição Energética Justa

A Transição Energética Justa é o processo de transformação das matrizes energéticas para modelos mais sustentáveis, assegurando que trabalhadores e comunidades sejam parte integral dessa mudança. O conceito prevê que a transição para uma economia de baixo carbono com menos emissões seja inclusiva e equitativa, considerando seus impactos sociais e econômicos.

Nesse contexto, a Petrobras destaca que é possível conciliar a transição energética com a exploração responsável de óleo e gás. Atualmente, o petróleo brasileiro possui uma das menores intensidades de carbono do mundo e continua sendo importante para garantir a segurança energética do país e gerar os recursos necessários para financiar novos investimentos em soluções com menos emissões.

A companhia vem ampliando investimentos em descarbonização das operações, geração renovável e combustíveis sustentáveis, além de seguir avaliando novas alternativas energéticas.

Com Diesel R, Petrobras reduz as emissões para transporte terrestre

Entre os principais produtos da estratégia de redução das emissões da Petrobras está o Diesel R, combustível obtido por meio do coprocessamento do diesel tradicional com matérias-primas de origem vegetal ou animal, como óleo de soja. A parcela renovável utilizada no produto é composta por óleo vegetal hidrotratado, conhecido como HVO (Hydrotreated Vegetable Oil).

O Diesel R pode ser utilizado sem qualquer alteração nos motores ou na infraestrutura logística existente. A Petrobras destaca que a parcela renovável do combustível reduz em até 90% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel fóssil. Segundo a companhia, cada litro de conteúdo renovável presente no Diesel R evita a emissão aproximada de 2,1 kg equivalentes de CO₂.

Além dos benefícios ambientais, o combustível apresenta alta estabilidade, baixo teor de contaminantes e contribui para maior durabilidade dos motores e menor risco de falhas operacionais. A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR), pioneira na produção do Diesel R, possui certificação internacional ISCC (International Sustainability Carbon & Certification), que atesta a sustentabilidade da cadeia produtiva.

O combustível já é utilizado por empresas como Volvo, Vale e Amazon. Em Cubatão (SP), a Petrobras se prepara para construir sua primeira biorrefinaria, onde será produzido o Diesel R100, conhecido como Diesel Verde, composto integralmente por conteúdo renovável.

A expansão desse mercado acompanha uma tendência global. A utilização de diesel com parcela renovável é uma das que mais crescem no mundo, ampliando a competitividade do setor e oferecendo novas alternativas para a redução das emissões no transporte rodoviário e logístico.

Petrobras produz combustível para redução de emissões na aviação

No setor aéreo, a Petrobras desenvolveu o SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável de aviação produzido na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. O produto combina querosene de aviação convencional com uma fração renovável obtida a partir de matérias-primas sustentáveis.

O SAF Petrobras é quimicamente semelhante ao combustível de aviação convencional e pode ser utilizado sem necessidade de adaptações em aeronaves, sistemas aeroportuários ou infraestrutura de abastecimento. A companhia informa que a parcela renovável possui potencial para reduzir em mais de 80% as emissões de CO₂. Quando produzido com matérias-primas como óleo técnico de milho ou óleo de soja, a redução prevista nas emissões líquidas pode chegar a até 87% na parcela renovável.

O combustível recebeu certificação CORSIA, tornando a Petrobras a primeira empresa da América Latina a produzir SAF certificado de acordo com os critérios internacionais de sustentabilidade da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO).

As primeiras entregas comerciais do produto totalizaram 3 mil metros cúbicos, volume equivalente a cerca de um dia de consumo dos aeroportos do estado do Rio de Janeiro. O combustível atende integralmente às exigências da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e à norma internacional ASTM D-1655.

Sobre o lançamento do produto, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou: "O SAF, produzido por coprocessamento no parque de refino da Petrobras, é uma solução que contribui para o cumprimento das metas de descarbonização do setor aéreo. É um produto competitivo, que atende a rigorosos padrões internacionais da aviação. Estamos oferecendo ao mercado nacional a possibilidade de atender às demandas globais, antecipando o cumprimento do CORSIA, que é um programa internacional para a redução das emissões provenientes dos voos internacionais".

Setor naval conta com combustível mais sustentável produzido pela Petrobras

A estratégia de descarbonização da Petrobras também alcança o transporte marítimo. A companhia é a principal produtora e fornecedora nacional de óleo combustível marítimo e oferece ao mercado o Bunker Petrobras B24, produto que possui 24% de conteúdo renovável em sua composição.

O combustível é destinado ao abastecimento de embarcações de cabotagem e de longo curso que operam nos principais portos brasileiros. O fornecimento ocorre por meio dos serviços de bunkering (processo de abastecimento de combustível para navios) realizados por barcaças ou sistemas de tubulação.

Além do B24, a Petrobras produz o Bunker Petrobras VLSFO (Very Low Sulfur Fuel Oil), desenvolvido para atender às exigências da regulamentação IMO 2020, que limitou o teor de enxofre dos combustíveis marítimos a 0,5% em massa. Os produtos também seguem as especificações internacionais da norma ISO 8217 e as exigências da regulamentação da ANP.

Ao ampliar sua atuação em combustíveis mais sustentáveis para os setores rodoviário, aéreo e marítimo, a Petrobras fortalece sua estratégia de Transição Energética Justa. A combinação entre investimentos em inovação, diversificação energética e redução da intensidade de carbono reforça o compromisso da companhia com um modelo de desenvolvimento capaz de conciliar competitividade, inclusão social e sustentabilidade.

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