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Nordeste ganha protagonismo na agenda climática global, afirma presidente da COP30

Embaixador André Corrêa do Lago destacou em Fortaleza que a região é líder em energias limpas e pode ser vitrine mundial da transição sustentável

Embaixador André Corrêa do Lago participou da COP Nordeste nesta segunda (15), em Fortaleza, Ceará (Foto: Divulgação )

247 - O primeiro dia da COP Nordeste, realizada de 15 a 19 de setembro em Fortaleza, reforçou o protagonismo da região nas discussões sobre mudança do clima. Durante a palestra magna, o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que o Nordeste tem papel estratégico na transição energética e pode se tornar referência mundial em soluções sustentáveis. As informações são do Consórcio Nordeste.

Segundo o diplomata, a COP30 representa uma oportunidade histórica para o Brasil se inserir na vanguarda econômica e ambiental, mas com destaque especial para o Nordeste, que já desponta como “campeão” em energias solar e eólica. “O mais importante é a gente compreender que a COP30 será uma imensa oportunidade para a economia brasileira, para as tecnologias, a academia e os governos locais brasileiros de inserirem o país no que há de mais contemporâneo no pensamento econômico e do desenvolvimento e, com isso, assegurar ao Brasil uma agenda que beneficie a nossa população e revele para o mundo os vários Brasis que são muito pouco conhecidos”, declarou Corrêa do Lago.

Nordeste como vitrine da transição energética

Ao longo de sua fala, o embaixador ressaltou que a matriz energética limpa e os biomas da região, especialmente a Caatinga, podem ser decisivos para que o Brasil cumpra as metas climáticas até 2050. Ele classificou a COP30 como a “COP da Verdade”, destacando que ciência, economia e tecnologia precisam caminhar juntas para enfrentar a crise climática.

Corrêa do Lago sublinhou três pontos-chave para o sucesso da conferência: fortalecer o multilateralismo, traduzir a agenda climática em benefícios concretos para a população e mobilizar todas as instituições — da economia à agricultura — na implementação do Acordo de Paris.

Bioma Caatinga e soluções locais do Semiárido

O chefe de gabinete do Consórcio Nordeste, Glauber Piva, reforçou que a região pode liderar a agenda global a partir de sua experiência no combate à desertificação e no desenvolvimento de tecnologias sociais. “A COP e as COPs são um grande encontro de gente que traz ideias para adiar o fim do mundo”, afirmou, citando o líder indígena Ailton Krenak.

A secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará, Vilma Freire, destacou que o bioma Caatinga é único e altamente eficiente na captura de carbono. “Esse bioma é exclusivamente brasileiro e o Nordeste pode liderar essas discussões”, disse.

Já a secretária executiva adjunta do PNUMA, Andrea Meza, ressaltou que o Semiárido nordestino é inspiração mundial por conciliar prosperidade em condições ambientais desafiadoras. Para ela, solos saudáveis e biomas preservados são fundamentais não apenas para mitigar os efeitos da crise climática, mas também para garantir segurança hídrica e alimentar.