“A pandemia mostrou o estrago da desigualdade”, diz jornalista Milton Blay

À TV 247, o jornalista falou sobre seu novo livro, ‘O vírus e a farsa populista’, no qual demonstra como a desigualdade social teve efeitos fatais durante a pandemia da Covid-19. “A pandemia reforçou o fato de que nem todos navegam no mesmo barco”. Assista

Milton Blay
Milton Blay (Foto: Reprodução | Fabiana Ribeiro/Jornalistas Livres)
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247 - O jornalista Milton Blay, em entrevista à TV 247, comentou sobre o livro que acaba de lançar, ‘O vírus e a farsa populista’, que nos convida a refletir sobre a ascensão do negacionismo na pandemia. Ele destaca que a desigualdade social, que aumentou dramaticamente no Brasil durante a crise sanitária, é um dos principais desafios impostos pelo novo coronavírus.

“No livro, me concentrei nas questões não imediatas necessariamente, nas questões de médio-prazo. Por exemplo, as democracias vão resistir aos estragos do coronavírus e do populismo? É muito difícil, há várias respostas totalmente contraditórias, mas tiramos alguns ensinamentos. O primeiro deles, que talvez seja o principal, além do neoliberalismo e da globalização, é de que a desigualdade mata. Isso ficou claríssimo”, disse Blay.

Ele reforça que a desigualdade social tem consequências fatais: “Muitos disseram que estávamos todos no mesmo barco. É mentira, os barcos de uns são iates e os de outros, uma jangada. Uns viveram o isolamento em condomínios de luxo, cada um no seu quarto, recebendo mantimentos em casa de restaurantes chiques, enquanto outros se apinharam em apartamentos minúsculos, em um cômodo de terra batida e telhado de zinco, em comunidades sem água e sem esgoto. Quer dizer, a desigualdade mata e estamos vendo que, na pandemia, a desigualdade foi ainda maior”. 

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