Clínicas particulares importam da Índia e garantem vacina contra a Covid para ricos; pobres ficam à mercê de Bolsonaro

Os ricos e a classe média que puder pagar garantirão sua imunização contra o coronavírus: comprando doses de vacina que serão importadas por clínicas particulares brasileiras da Índia. A Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas está cuidando da importação e garante: tem seringas e agulhas em estoque suficientes para seus clientes

Bolsonaro, vacina contra COVID-19 e pessoas andando na rua de máscara
Bolsonaro, vacina contra COVID-19 e pessoas andando na rua de máscara (Foto: PR | Reuters)
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247 - Enquanto o governo Bolsonaro boicota de todas as maneiras o início da vacinação do povo brasileiro, clínicas privadas irão importar 5 milhões de doses de vacinas desenvolvido na Índia e garantir a imunização dos ricos e da classe média que puder pagar. A Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou neste domingo (3) que negocia com o laboratório indiano Bharat Biotech a compra das vacinas, informa o G1O presidente da entidade Geraldo Barbosa, chegou a ironizar a incompetência do governo Bolsonaro, que sequer conseguiu comprar agulhas e seringas. "Já é do nosso negócio ter agulha e seringa, já é nosso estoque de rotina", disse ao UOL.

O imunizante que deve ser comprado pelas clínicas privada, chamado de Covaxin, teve o seu uso emergencial na Índia aprovado neste domingo pelas autoridades daquele país e ainda depende da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usado no Brasil. A entidade das clínicas privadas já recebeu sinalização do governo Bolsonaro de que o pedido será tratado com deferência.

A vacina está na fase três de testes na Índia, etapa em que a eficácia é verificada. Os primeiros estudos clínicos mostraram que o imunizante não gera efeitos colaterais graves e produz anticorpos para a Covid-19. De acordo com a agência Reuters, o país aprovou o uso emergencial da vacina em meio a críticas sobre a falta de informações sobre a eficácia do imunizante.

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Segundo o presidente da ABCVAC, Geraldo Barbosa, a expectativa é a de que o resultado da terceira fase dos testes saia ainda neste mês de janeiro. Se isso se confirmar, o laboratório deve entrar em fevereiro com pedido de registro definitivo na Anvisa.

Em um cenário otimista, de acordo com ele, a vacina deve estar disponível nas clínicas particulares do Brasil na segunda quinzena de março.

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