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Com 3 milhões de clientes, Hapvida viu receita chegar a R$ 8,5 bilhões em meio à Covid-19

Empresa é acusada de pressionar médicos para que receitassem cloroquina a pacientes com sintomas similares aos da Covid-19

Com 3 milhões de clientes, Hapvida viu receita chegar a R$ 8,5 bilhões em meio à Covid-19 (Foto: Reprodução)

247 - Criada na década de 1990 por um médico cearense, a operadora de saúde Hapvida, acusada de pressionar médicos para que receitassem cloroquina a pacientes com sintomas similares aos da Covid-19, consolidou durante a pandemia uma trajetória de expansão que já havia se pronunciado ao menos desde 2018, quando abriu seu capital na Bolsa de Valores. A reportagem é do jornal O Globo. 

A Hapvida terminou 2020 com receita líquida de R$ 8,5 bilhões, um aumento de 51% para o faturamento do ano anterior, segundo o balanço divulgado pela empresa. Em junho deste ano, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), a Hapvida chegou a 2,8 milhões de clientes de assistência médica -- o balanço da empresa, que considera também os números de outras operadoras adquiridas pela Hapvida, contabiliza 3,8 milhões de clientes.

No ano em que entrou na Bolsa e em 2019, antes da pandemia, a receita líquida da Hapvida havia girado em torno de R$ 5 bilhões. A Covid-19 também levou a um incremento de custos assistenciais mas, ainda assim, a empresa registrou lucro líquido final de R$ 1,3 bilhão no ano passado. Em 2021, a lista elaborada pela revista “Forbes” com as famílias mais ricas do país passou a incluir a família Pinheiro Koren de Lima, dona da Hapvida, na quarta colocação, com um patrimônio conjunto estimado de R$ 7,5 bilhões.

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