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Coronavírus: governo entrega 17,5% dos leitos de UTI prometidos

Estados com taxa de ocupação de mais de 95% dos leitos de UTI, como Ceará e Amazonas, ainda não receberam nenhuma entrega do governo

Unidade de Terapia Intensiva, UTI, Hospital, pacientes, tratamento, internação, equipamento hospitalar (Foto: Marcello Casal Jr/Agꮣia Brasil)

247 - O Ministério da Saúde prometeu, no mês de março, entregar 2 mil leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para o enfrentamento da pandemia do novo cornavírus. Apenas 350 leitos, número que representa 17,5% do total, foram liberados até a última sexta (24). A informação é do portal G1.

O secretário-executivo do ministério, João Gabbardo, declarou no dia 12 de março que os leitos seriam destinados para o combate à Covid-19, e que seriam entregues de acordo com as necessidades de cada estado. 

"Leito de UTI locado significa [que] não existe esse leito funcionando no hospital, o hospital precisa ampliar o atendimento, tratamento intensivo, ele transforma uma determinada área e diz assim: 'aqui nós vamos colocar mais 10 leitos de UTI'. Então, se o gestor [municipal] solicitar para o Ministério dizendo 'olha, aqui em São Paulo estou precisando colocar mais 10 leitos em tal lugar. A demanda está ultrapassando a nossa capacidade de atendimento', o Ministério aciona essa licitação e, em uma semana, no máximo em dez dias, quando é muito distante – em São Paulo é muito mais rápido – esse leito já estará funcionando, com todos os insumos necessários. O hospital só entrará com a equipe médica, de enfermagem, para que o leito possa funcionar rapidamente. Esses são para o coronavírus", disse Gabbardo à época.

Até terça-feira (21), a taxa de ocupação dos leitos de UTI no Ceará atingiu 100%. Em outras unidades, como no Amazonas, foram registradas taxas de 96% de ocupação. Nenhum dos dois estados recebeu leitos, segundo dados do próprio governo.