Dirigente da OMS alerta: Brasil não terá vacinação em massa em 2021

Vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, disse que a prioridade para o próximo ano deverá ser os profissionais de saúde e pessoas acima de 65 anos. "Não vai ter vacina suficiente no ano que vem para vacinar toda a população", afirmou

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REUTERS/Dado Ruvic | Reprodução (Foto: REUTERS/Dado Ruvic | Reprodução)
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247 - A vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, afirmou nesta terça-feira (13) que "com certeza" o Brasil não terá vacinação em massa contra a Covid-19 em 2021. 

"Não vai ter vacina suficiente no ano que vem para vacinar toda a população, então o que a OMS está orientando é que haja uma priorização de vacinar profissionais de saúde e pessoas acima de 65 anos ou que tenham alguma doença associada", afirmou Simão em entrevista à CNN Brasil.

A a dirigente da OMS, até o final de 2021, "com tudo correndo bem", é possível que existam "duas ou três vacinas aprovadas" disponíveis ao país. "Eu diria que 2022 é um ano que vamos ter mais vacinas porque a gente está com tanta vacina em desenvolvimento... É provável que a gente tenha ainda outras vacinas que cheguem no ano que vem provando serem seguras e eficazes", afirmou.

O governo federal estima que terá 140 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 disponíveis para aplicar na população no primeiro semestre do ano que vem, somando o contrato com a farmacêutica britânica AstraZeneca e a participação do país no programa global Covax Facility, informou o Ministério da Saúde nesta quinta-feira.

De acordo com o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, o Brasil optou por adquirir doses para vacinar 20,2 milhões de pessoas por meio do mecanismo Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de já ter acertado a aquisição de 100 milhões de doses da vacina em desenvolvimento pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

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