Em novo ataque à vacinação, Bolsonaro manda Queiroga divulgar eventuais casos de efeitos colaterais

Jair Bolsonaro também sugeriu que a variante Ômicron do coronavírus é “bem-vinda” e que "seria um vírus vacinal"

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro e vacina
Jair Bolsonaro e vacina (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | REUTERS/Yves Herman)
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247 - Jair Bolsonaro voltou a atacar a vacinação infantil contra a Covid-19 ao afirmar que determinou ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, divulgar eventuais casos de efeitos colaterais causados pelo imunizante. Ele também minimizou os impactos da variante Ômicron no Brasil e sugeriu que a mutação do coronavírus é “bem-vinda”.

“Cobrei ontem do ministro Queiroga, da Saúde, a divulgação das pessoas com efeito colateral. Quantas pessoas estão tendo reações adversas no Brasil pós-vacina? Quantas pessoas estão morrendo também por outras causas que são creditadas à Covid?”, disse Bolsonaro ao site Gazeta Brasil, de acordo com a Folha de S. Paulo

Na entrevista, Bolsonaro voltou acriticar a vacinação infantil e disse que o número de crianças que morreram em decorrência da Covid-19 no Brasil é  "quase zero, um número muito pequeno” e que "ainda tinha o fato de criança com comorbidade”. 

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Ao contrário da afirmação do chefe do Executivo, porém, mais de 300 crianças morreram em decorrência da doença desde o início da pandemia. “Trezentas e poucas crianças [mortas]… Lamento cada morte, ainda mais de criança, a gente sente muito mais, mas não justifica a vacinação pelos efeitos colaterais adversos que essas pessoas têm”, disse. 

Bolsonaro também tentou minimizar os impactos da variante Ômicron no Brasil afirmando que “ela tem uma capacidade de difundir muito grande, mas de letalidade muito pequena”. “Dizem até que seria um vírus vacinal. Deveriam até… Segundo algumas pessoas estudiosas e sérias –e não vinculadas à farmacêuticas– dizem que a ômicron é bem-vinda e pode sim sinalizar o fim da pandemia”, emendou. 

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