Enquanto EUA suspende cloroquina, Ministério da Saúde amplia uso para grávida e criança

Apesar de não existir comprovação da eficácia do medicamento para o tratamento da Covid-19, o governo Jair Bolsonaro defende o uso da droga de forma precoce para gestantes e crianças

(Foto: 0REUTERS/George Frey)
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247 - No mesmo dia em que a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) revogou a autorização de uso emergencial da cloroquina e da hidroxicloroquina para tratar pacientes da Covid-19, o Ministério da Saúde do governo Jair Boslonaro ampliou a recomendação do uso da droga para gestantes e crianças.

A orientação é para prescrição da cloroquina e da hidroxicloroquina associados ao antibiótico azitromicina, mesmo para casos leves.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, afirmou que gestantes e crianças são grupos de risco para a doença, e por isso foram incluídos na recomendação.

Apesar de não existir comprovação da eficácia do medicamento para o tratamento da Covid-19, Bolsonaro defende o uso da droga.

Ao ser questionada sobre a decisão dos EUA, que suspendeu o uso, a secretária disse que a agência norte-americana se baseou em "trabalhos de péssima referência metodológica" e emendou afirmando que a agência só permitia uso para casos graves, enquanto no Brasil a recomendação é do uso precoce.

Ela adiantou ainda que o ministério deve orientar uso da cloroquina e de outros medicamentos na atualização da nota, ainda não divulgada.

A medida não é dita regras no SUS nem passa a autorizar procedimentos antes proibidos, mas tem forte poder político.

Segundo a secretária, a agência se baseou em "trabalhos de péssima referência metodológica". A secretária disse ainda que a agência só permitia uso para casos graves, enquanto no Brasil a recomendação é do uso precoce.

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