'Esperamos que o bom senso prevaleça', diz médico contra reabertura precoce do comércio no Brasil

"Essa medida de abertura geral do comércio tem que ser bem pensada, porque evidentemente isso vai favorecer aglomerações de pessoas", diz o médico endocrinologista Sylvio Provenzano, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio

(Foto: Amanda Perobelli/Reuters)
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Agência Sputnik - O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, acenou com a possibilidade de o governo federal reabrir o comércio em diversas regiões do país após a Páscoa. A Sputnik Brasil ouviu um médico e um comerciante sobre os impactos da atual quarentena e as consequências de uma reabertura precoce.

Na terça-feira (7), o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni anunciou durante coletiva de imprensa a possível reabertura do comércio em diversas regiões do Brasil logo depois da Páscoa. Segundo Lorenzoni, essa é a intenção do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, como forma de equilibrar a economia com as medidas sanitárias de contenção da COVID-19.

Apesar da intenção várias vezes manifestada pelo presidente, na quarta-feira (8), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, emitiu decisão liminar proibindo o governo federal de quaisquer interferências nas medidas de isolamento social impostas por estados e municípios.

Para o médico endocrinologista Sylvio Provenzano, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ), a medida de isolamento social é necessária para conter o novo coronavírus e a reabertura do comércio favorece a disseminação da doença.

"Essa medida de abertura geral do comércio tem que ser bem pensada, porque evidentemente isso vai favorecer aglomerações de pessoas. E isso é exatamente tudo aquilo que o vírus quer e a gente não quer", afirma médico em entrevista à Sputnik Brasil.

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