EUA enviam 23 aviões à China e acendem alerta de desabastecimento para hospitais do Brasil

De acordo com o médico Carlos Morel, ex-presidente da Fiocruz, que atualmente negocia com empresas do país asiático a importação de insumos para a fundação, companhias chinesas já começaram a avisar que muitos equipamentos, como leitos hospitalares, só poderão ser entregues em junho

Agente de saúde com traje de proteção entra em hospital em Nova York
Agente de saúde com traje de proteção entra em hospital em Nova York (Foto: REUTERS/Brendan Mcdermid)
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247 - Especialistas brasileiros acenderam o sinal de alerta para um eventual desabastecimento de medicamentos no Brasil, pois a China venderá para os Estados Unidos toneladas de equipamentos e produtos hospitalares. Os norte-americanos estão enviando 23 aviões ao país asiático para comprar os produtos. A informação é da coluna de Mônica Bergamo. De acordo com dados oficiais, os EUA têm o maior número de confirmações de coronavírus no mundo - são 188 mil, com 4 mil mortes. A China está em quarto lugar (81 mil casos e 3,3 mil mortes). O Brasil está em 17°, com 5,8 mil casos e 202 mortes.

“A notícia mostra que vamos ter sérios problemas de abastecimento”, diz o médico Carlos Morel, ex-presidente da Fiocruz, que atualmente negocia com empresas do país asiático a importação de insumos para a fundação, vinculada ao Ministério da Saúde, e outros para órgãos do país. “O capitalismo selvagem vai se impor. Cada país vai querer se proteger”, continua.

Segundo o ex-presidente da entidade, “a pressão sobre as empresas chinesas está no nível máximo” e os preços dos insumos médicos estão aumentando freneticamente. “Sobem de um dia para o outro”.

Morel afirma que as companhias chinesas já começaram a avisar que muitos equipamentos, como leitos hospitalares, só poderão ser entregues em junho.

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