FDA adverte sobre riscos da cloroquina no tratamento da Covid-19

A agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA ressaltou que tanto a cloroquina quanto a hidrocloroquina possuem vários efeitos colaterais, incluindo problemas sérios de ritmo cardíaco que podem ser fatais. Enquanto isso, Jair Bolsonaro e Donald Trump fazem lobby para o uso de um remédio ainda sem comprovação científica

(Foto: Chris Wattie/Reuters)
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247 - A FDA (Food and Drug Administration - Administração de Alimentos e Medicamentos), agência reguladora desses dois itens nos Estados Unidos, demonstrou preocupação hidroxicloroquina e a cloroquina estão sendo usadas de forma inadequada para tratar pacientes não hospitalizados por coronavírus ou para prevenir a infecção.

Nos EUA foi autorizado o uso temporário da cloroquina somente apenas em pacientes hospitalizados com Covid-19, mas ainda não há comprovação científica sobre a eficácia do remédio. 

A agência ressaltou que tanto a cloroquina quanto a hidrocloroquina possuem vários efeitos colaterais, incluindo problemas sérios de ritmo cardíaco que podem ser fatais.

Confira os alertas publicados na Pfarma.com.br e emitidos pela FDA sobre o uso da hidroxicloroquina e cloroquina:

  • deve ser usado para o COVID-19 somente quando os pacientes puderem ser monitorados adequadamente no hospital, conforme exigido pelos EUA ou se estiverem inscritos em um ensaio clínico com triagem e monitoramento adequados.
  • A FDA está revisando a segurança de seu uso quando usado fora do ambiente de pacientes hospitalizados para os quais o uso foi autorizado.
  • não demonstrou ser seguro e eficaz no tratamento ou prevenção de COVID-19.
  • estão sendo estudados em ensaios clínicos para o COVID-19, e o FDA autorizou seu uso temporário durante a pandemia do COVID-19 em circunstâncias limitadas nos EUA, e não mediante aprovação regular do FDA.
  • sendo usado nos EUA quando fornecido pelo Strategic National Stockpile, o repositório nacional de suprimentos médicos críticos para uso em emergências de saúde pública.
  • pode causar ritmos cardíacos anormais, como prolongamento do intervalo QT.
  • pode causar batimentos cardíacos perigosamente rápidos, chamados taquicardia ventricular.
  • apresentam riscos que podem aumentar quando esses medicamentos são combinados com outros medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT, incluindo o antibiótico azitromicina, que também está sendo usado em alguns pacientes com COVID-19 sem a aprovação do FDA para essa condição.
  • deve ser usado com cautela em pacientes que também têm outros problemas de saúde, como doenças cardíacas e renais, que provavelmente correm maior risco de problemas cardíacos ao receber esses medicamentos.

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