Governo Bolsonaro rejeita determinação do TCU e se recusa a apresentar plano de vacinação contra o coronavírus

Não há qualquer plano de vacinação do governo Bolsonaro para combate à pandemia da Covid-19. É suspeita do TCU, diante da recusa do governo de apresentar o planejamento para a vacinação, determinação que o Tribunal havia feito em agosto

Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello
Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello (Foto: Carolina Antunes/PR)
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247 - O governo Bolsonaro está se recusando a cumprir uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinava a entrega de um planejamento detalhado para a vacinação da população contra a covid-19. A determinação do órgão de controle foi aprovada pelo plenário no dia 12 de agosto, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu e até agora não há indicação de que o plano sequer exista, informa o jornalista Murillo Camarotto, do Valor Econômico.Depois da decisão do TCU, em agosto, houve, em 20 de outubro, uma reunião do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com os governadores. Na ocasião, ele garantiu que o governo brasileiro iria apresentar até 30 de novembro um plano detalhado de vacinação contra a covid-19, incluindo uma provável campanha nacional para iniciar a imunização até 20 de janeiro. Era conversa fiada. "Até final de novembro, uma câmara técnica que foi criada... vai apresentar o detalhamento da estratégia de vacinação de maneira que a gente tenha tempo para a implementação disso", disse o governador do Piauí, Wellington Dias em entrevista à Reuters após o encontro.

A entrevista de Dias deixa claro como o governo Bolsonaro enganou os governadores: "Você vai ter que cuidar de investimentos já de agora para garantir a armazenagem, qualificação e treinamento das equipes que vão fazer a vacinação. E o outro ponto é a perspectiva de até meados de janeiro, por volta de 15 a 20 de janeiro, ter o início do processo de vacinação, pode ser até antes, mas de forma até conservadora o calendário colocado este é o patamar".

Segundo Dias, Pazuello disse que a Coronavac, a vacina chinesa contra a covid-19, que seria incorporada ao Programa Nacional de Imunizações. Depois, Bolsonaro iniciou sua bateria ideológica de ataques contra a Coronavac.

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