Governo tomou decisão precipitada sobre cloroquina

Secretário que pediu demissão do Ministério da Saúde considera que decisão sobre cloroquina foi precipitada e pode trazer riscos. O médico e biofísico Antônio Carlos Campos de Carvalho não aceitou participar da elaboração de documento que generaliza o uso do remédio

Jair Bolsonaro e a cloroquina
Jair Bolsonaro e a cloroquina (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Reprodução)
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247 - O médico e biofísico Antônio Carlos Campos de Carvalho, que pediu demissão do Ministério da Saúde nesta semana diz que a decisão de ampliar o uso de cloroquina também para pacientes com sintomas leves da Covid-19 foi precipitada. 

A opinião de Antonio Carlos Campos coincide com a da maioria esmagadora da comunidade médica e científica  que não vê evidências científicas sólidas nos benefícios da cloroquina no tratamento da Covid-19, e considera que o uso generalizado da droga pode trazer riscos graves à saúde. 

Reportagem da Jornalista Natália Cancian, na Folha de S.Paulo assinala que ele pediu demissão na segunda-feira (18), dois dias após a saída do ministro da Saúde Nelson Teich, premido pelo debate sobre a cloroquina.

A ampliação do uso da cloroquina, na opinião do médico e biofísico, pode trazer riscos e custos desnecessários ao sistema, e não há certeza de que isso trará benefício aos pacientes, além de acarretar efeitos colaterais muito graves e até a morte, se induzir arritmia cardíaca. 

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