Hospitais particulares também estão no limite em estados mais afetados pela covid-19

Alegando queda de receita, unidades particulares também estão insatisfeitas com os valores oferecidos pela diária de UTI pelo Ministério da Saúde, de cerca de R$ 1.600. Muitos hospitais particulares estão vazios devido à suspensão pelos planos de saúde de exames, consultas e cirurgias eletivas

(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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247 - Seis dos sete estados com os maiores números de casos e coronavírus já estão com os hospitais privados lotados. Amazonas, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Maranhão estão com taxa de ocupação no limite em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apenas os hospitais particulares de São Paulo ainda têm vagas, entre os estados com mais vítimas da pandemia.

"Mais de 90% de ocupação é sinônimo de falta de vaga. É o tempo de limpar o leito do paciente que saiu para colocar outro no seu lugar", diz Breno Monteiro, presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), que apontou o colapso na ocupação dos hospitais particulares nesses Estados. Ele representa as empresas de vários setores da Saúde, entre os quais 6 mil hospitais privados.

As unidades particulares tentam negociar com prefeituras e secretarias estaduais para disponibilizar leitos, porque estão insatisfeitas com os valores oferecidos pela diária de UTI pelo Ministério da Saúde, de cerca de R$ 1.600. 

Muitos hospitais particulares estão vazios devido à suspensão pelos planos de saúde de exames, consultas e cirurgias eletivas. "O risco de quebrar é enorme", complementa Monteiro. O relato foi publicado no jornal O Estado de S.Paulo

De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Aldevânio Francisco Morato, os hospitais particulares estão com dificuldade de manter os gastos fixos, o maior deles com pessoal. Ele conta que, na média, 80% dos hospitais estão ociosos no País e usam 20% da capacidade. 

"O que vai acontecer? Vão fechar. Daqui a pouco vão estar mandando os funcionários embora porque não têm como pagá-los", acrescentou. A representa 4.200 estabelecimentos. Atualmente, 70% dos hospitais representados pela FHB são de pequeno porte, têm até 100 leitos e não aguentam a queda na receita. 

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