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Isolamento foi fundamental, mas já não determina desaceleração de contágio da Covid-19

“Na fase em que nos encontramos, não existe mais correlação entre o índice de isolamento social e o número de novos casos ou a taxa de contágio", diz o infectologista Julio Croda

Cotidiano – movimento em Belém – Comércio 28 de julho de 2020 (Foto: Bruno Cecim/Ag.Pará)

247- “Com o Brasil atingindo a triste marca dos 150.000 mortos por covid-19, sete meses depois do primeiro caso confirmado de infecção pelo novo coronavírus, algumas perguntas permanecem em aberto e outras merecem uma resposta definitiva. O pior já ficou para trás? As medidas de isolamento social foram acertadas? Como a flexibilização impacta no número de novos casos?”, questiona o colunista do portal UOL Diogo Schelp.

Ele relata em sua coluna a argumentação do infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz e da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

Segundo Coroda, “os estados que as adotaram, as medidas de isolamento social foram fundamentais para evitar picos insustentáveis de casos no início da pandemia”. "Mas, na fase em que nos encontramos, não existe mais correlação entre o índice de isolamento social e o número de novos casos ou a taxa de contágio",

“Com as medidas de flexibilização das restrições sociais, diz Croda, os fatores que passaram a contar para a desaceleração da pandemia são o grau de imunização da população e a adesão a protocolos de prevenção, como o uso de máscaras.