No ritmo atual, 70% do Brasil estaria vacinado contra a Covid-19 somente em 2024

Em comparação com a vacinação em nações ricas, a América Latina está muito atrás. Além de prolongar a pandemia, a desigualdade econômica entre os países também promete aumentar caso não haja uma distribuição universal

Até agora, o país vacinou apenas 1.5% de sua população
Até agora, o país vacinou apenas 1.5% de sua população (Foto: GOVSP)
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247 - Um levantamento realizado pelo projeto Our World In Data, da Universidade de Oxford, mostra que, no ritmo atual, 70% dos brasileiros estariam vacinados somente em 2024.

Até agora, o país vacinou apenas 1.5% de sua população, muito aquém de sua capacidade, problema também vivido por outras nações latino-americanas, como Argentina (0.8%), México (0.5%) e Chile (0.4%). 

O Brasil vacina apenas cerca de 165 mil pessoas por dia desde o início da vacinação.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) se preocupa com este cenário, considerando que países ricos como Estados Unidos, Reino Unido, Israel e Emirados Árabes Unidos devem chegar à taxa já em 2021.

Estes países monopolizam a compra das vacinas contra a Covid-19. Por exemplo, a União Europeia, em janeiro deste ano, adquiriu 300 milhões de doses somente da vacina da Pfizer. Israel comprou tantas doses que já vacina sua população com acima de 16 anos.

70% da população vacinada é considerado o mínimo para se obter a chamada "imunidade de rebanho". No entanto, caso a Covid-19 ainda esteja ocorrendo no restante do mundo, há possibilidade de novas mutações mais graves surgirem, desfazendo todo o esforço de vacinação.

Além disso, a exclusão do acesso a vacinas para países em desenvolvimento deve gerar mais desigualdade, já que estes terão de isolar suas populações e praticar novas restrições ao comércio internacional.

A demora do governo brasileiro e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em liberar a aplicação de imunizantes é outro fator que somente piora a situação. 

Além disso, o governo brasileiro insiste em contrariar a iniciativa de países emergentes de quebrar a patente das vacinas.

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