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Oposição à ciência e ao senso comum fazem os EUA fracassarem na luta contra a pandemia

Os interesses políticos e as disputas partidárias fizeram com que os políticos estadunidenses adotassem atitudes anticientíficas e contrárias ao senso comum, levando o país ao fracasso no combate à crise sanitária

Donald Trump e Joe Biden (Foto: Reuters)

Rádio Internacional da China - “Há pessoas que comparam a luta contra a pandemia com uma guerra, e temos de garantir que o nosso inimigo é o vírus e não a ciência.” Foi o alerta emitido no ano passado pela ex-presidente da Associação Médica Americana (AMA, na sigla em inglês), Patrice A. Harris. Infelizmente, até hoje essa voz sensata ainda não se tornou a voz principal da sociedade norte-americana. Os interesses políticos e as disputas partidárias fizeram com que os políticos estadunidenses adotassem atitudes anti ciência e anti senso comum, e levaram o país ao fracasso no combate à crise sanitária.

Recentemente, três instituições de think-tank chineses divulgaram em conjunto um relatório intitulado “EUA em primeiro? Os fatos verdadeiros do país na luta contra a pandemia”. O artigo enumerou os erros anticentíficos e contrários ao senso comum cometidos pela Casa Branca na prevenção e controle da pandemia, além das medidas adotadas e investigação das fontes.

Ainda no início do surgimento da Covid-19, perante os alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da China, a administração norte-americana optou por ignorar a situação. O então líder estadunidense chegou até mesmo a divulgar informações falsas, como “o vírus poderá desaparecer com o crescer da temperatura”, e “usar desinfetante matará o vírus da Covid-19”.

Nas eleições presidenciais, os dois partidos trataram a pandemia como uma ferramenta para atacar um ao outro, o que agravou de certa maneira e emoção insensata dos norte-americanos. Todas as medidas, incluindo o uso de máscara, a vacinação e o confinamento, deixaram de ser problemas científicos para se tornarem problemas políticos.

Nesse contexto, os profissionais do setor científico se tornaram alvo de ataques. Em abril do ano passado, o diretor da Autoridade Biomédica de Pesquisa e Desenvolvimento Avançado (Barda), Rick Bright, foi destituído de seu cargo por ter se oposto ao então presidente de usar medicamento para tratamento de malária contra a pandemia.

A atitude anticientífica dos políticos estadunidenses se reflete também na investigação das fontes do vírus. Por um lado, a Casa Branca envolveu a agência de informação na investigação, ordenando que entregasse um relatório dentro de 90 dias. Por outro, continuou apostando na teoria da conspiração de que a pandemia vem de um vazamento de laboratório.

Será que os políticos norte-americanos continuarão seguindo o caminho errado oposto à ciência? Lembrem-se, 610 mil cidadãos já perderam suas vidas devido a isso.