Órgão regulador do Chile contradiz Anvisa e nega problemas de segurança na Sputnik V

A instituição informou que dados da Argentina e México, onde a vacina Sputnik V é usada, mostraram que os efeitos colaterais entre os usuários do imunizante russo não foram mais graves do que entre os chilenos vacinados com os imunizantes da Pfizer/BioNTech e da Sinovac

(Foto: Sputnik/Mikhail Allaeddin)
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Sputnik – O diretor do Instituto de Saúde Pública do Chile (ISP) informou que este não identificou evidências de problemas de segurança com a vacina russa Sputnik V contra a COVID-19, enquanto o regulador da saúde brasileiro negou seu uso devido à falta da informação sobre sua segurança.

O diretor do ISP Heriberto García informou que solicitou à Rússia a mesma informação que queria obter a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Brasil sobre a possível presença de um adenovírus que possa se reproduzir e provavelmente causar uma reação adversa no receptor da vacina, segundo a agência Reuters.

García adicionou que dados da Argentina e México, onde a vacina Sputnik V é usada, mostraram que os efeitos colaterais entre os usuários do imunizante russo não foram mais graves do que entre os chilenos vacinados com os imunizantes da Pfizer/BioNTech e da Sinovac.

Além disso, o diretor do ISP afirmou que mesmo que os desenvolvedores da Sputnik V forneçam informação sobre a presença de "adenovírus capazes de se replicar", o regulador chileno não a rejeitaria necessariamente.

"Temos que avaliar o benefício de sermos vacinados em comparação com não sermos vacinados. Se o vírus se replicar, você no máximo apanhará uma simples constipação. Se você não se vacinar, pode se infectar com COVID-19", disse García à agência Reuters.

O diretor do ISP disse que as negociações com o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) começaram há um mês e até agora têm sido "100% positivas". García afirmou que está confiante que o RFPI poderia fornecer a documentação adicional que o ISP solicitou antes de começar a considerar a Sputnik V para aprovação do uso emergencial.

Quanto à decisão da Anvisa sobre o imunizante russo, García considerou "válida" a rejeição da Sputnik V devido à falta da documentação necessária. No entanto, ele afirmou que o ISP evitará uma questão semelhante, insistindo no fornecimento de toda a documentação necessária sobre a Sputnik V antes de considerar formalmente a vacina para uso no Chile. "Isso evita gerar desconfiança sobre as vacinas, o que não nos levará a lugar nenhum", segundo o diretor do ISP.

Na última segunda-feira (26), no Brasil a Anvisa negou um pedido de importação de emergência da vacina russa Sputnik V feito por 14 estados brasileiros, afirmando que um dos adenovírus usados como vetores no imunizante tem capacidade replicante.

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