Órgão regulador do Chile contradiz Anvisa e nega problemas de segurança na Sputnik V

A instituição informou que dados da Argentina e México, onde a vacina Sputnik V é usada, mostraram que os efeitos colaterais entre os usuários do imunizante russo não foram mais graves do que entre os chilenos vacinados com os imunizantes da Pfizer/BioNTech e da Sinovac

www.brasil247.com -
(Foto: Sputnik/Mikhail Allaeddin)


Sputnik – O diretor do Instituto de Saúde Pública do Chile (ISP) informou que este não identificou evidências de problemas de segurança com a vacina russa Sputnik V contra a COVID-19, enquanto o regulador da saúde brasileiro negou seu uso devido à falta da informação sobre sua segurança.

O diretor do ISP Heriberto García informou que solicitou à Rússia a mesma informação que queria obter a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Brasil sobre a possível presença de um adenovírus que possa se reproduzir e provavelmente causar uma reação adversa no receptor da vacina, segundo a agência Reuters.

García adicionou que dados da Argentina e México, onde a vacina Sputnik V é usada, mostraram que os efeitos colaterais entre os usuários do imunizante russo não foram mais graves do que entre os chilenos vacinados com os imunizantes da Pfizer/BioNTech e da Sinovac.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, o diretor do ISP afirmou que mesmo que os desenvolvedores da Sputnik V forneçam informação sobre a presença de "adenovírus capazes de se replicar", o regulador chileno não a rejeitaria necessariamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Temos que avaliar o benefício de sermos vacinados em comparação com não sermos vacinados. Se o vírus se replicar, você no máximo apanhará uma simples constipação. Se você não se vacinar, pode se infectar com COVID-19", disse García à agência Reuters.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O diretor do ISP disse que as negociações com o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) começaram há um mês e até agora têm sido "100% positivas". García afirmou que está confiante que o RFPI poderia fornecer a documentação adicional que o ISP solicitou antes de começar a considerar a Sputnik V para aprovação do uso emergencial.

Quanto à decisão da Anvisa sobre o imunizante russo, García considerou "válida" a rejeição da Sputnik V devido à falta da documentação necessária. No entanto, ele afirmou que o ISP evitará uma questão semelhante, insistindo no fornecimento de toda a documentação necessária sobre a Sputnik V antes de considerar formalmente a vacina para uso no Chile. "Isso evita gerar desconfiança sobre as vacinas, o que não nos levará a lugar nenhum", segundo o diretor do ISP.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na última segunda-feira (26), no Brasil a Anvisa negou um pedido de importação de emergência da vacina russa Sputnik V feito por 14 estados brasileiros, afirmando que um dos adenovírus usados como vetores no imunizante tem capacidade replicante.

Inscreva-se no canal de cortes da TV 247 e saiba mais:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email