Covid-19: com 100% das UTIs ocupadas, Rondônia só deve ter oxigênio por mais 15 dias

A PGR enviou ofício ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre a situação do estado. Representantes do ramo da indústria química, em reunião com a Anvisa, afirmaram que a situação de oferta de oxigênio hospitalar é preocupante no Brasil

(Foto: hmdcc/REPRODUÇÃO)
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247 - Representantes do ramo da indústria química, em reunião com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta sexta-feira, 12, afirmaram que a situação de oferta de oxigênio hospitalar é preocupante no Brasil.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abriquim), a situação de escassez a curto prazo é pior em estados do Norte, como Acre e Rondônia. No início do ano, o maior estado da região, Amazonas, viveu um colapso sanitário caótico diante da falta de oxigênio nos hospitais.

Rondônia: hospitais superlotados e risco de escassez de oxigênio 

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), através de ofício enviado ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o fornecimento de oxigênio em Rondônia pode durar apenas mais 15 dias. O estado vive uma situação de superlotação na rede hospitalar. No início de março, todos os leitos já estavam ocupados.

"Em caráter urgentíssimo, encaminho os Ofícios nº 3902 e 3925/2021/SESAU-ASTEC, de 11 de março de 2021, para conhecimento e, se possível, articulação junto ao Ministério de Saúde para adoção de providências quanto ao risco iminente de desabastecimento de oxigênio no Estado de Rondônia, evitando-se que o Estado chegue à situação calamitosa enfrentada pelo Estado do Amazonas", escreveu a procuradora Gisele Dias.

O governo de Rondônia relata que vive "os piores momentos com relação à pandemia" e que as unidades de terapia intensiva (UTIs) estão com 100% da capacidade ocupada.

Segundo o jornal O Globo, o governo federal deve realizar uma reunião para discutir o assunto ainda nesta sexta.

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