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Ministério da Saúde decide reduzir intervalo entre doses de vacina da Pfizer para 21 dias

O secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, confirmou a redução. O intervalo de 3 meses para a segunda aplicação da vacina da Pfizer foi adotado como forma de garantir uma maior imunização da população com a primeira dose

Marcelo Queiroga (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado | Dado Ruvic/Reuters)

BRASÍLIA (Reuters) - O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, afirmou nesta segunda-feira que o intervalo na aplicação das duas doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 vai diminuir de três meses para 21 dias, conforme previsto na bula do imunizante.

"A gente está só estudando qual é a melhor timming disso, mas que vai diminuir, vai. A gente está estudando junto com Conass e Conasems para, em tripartite, verificar qual a melhor data de reduzir o prazo de 3 meses para 21 dias, encurtando o prazo pontuado pela bula da Pfizer", disse ele, em entrevista na porta do ministério, referindo-se a colegiados estaduais e municipais da área de saúde.

Desde que começou a ser usada no país, no mês de maio, a vacina da Pfizer sempre teve prazo de 90 dias entre as duas doses, com base em eficácia apontada em um estudo realizado no Reino Unido, mas contrariando a bula do imunizante e adotando um intervalo igual ao da vacina AstraZeneca no país.

O intervalo maior foi uma alternativa para ampliar a campanha de imunização mediante a escassez de doses, e o anúncio da redução agora ocorre em um momento de maior oferta de vacinas por parte da Pfizer e dos demais fornecedores.

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que é "muito provável" que a pasta reduza o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer para 21 dias, ao invés dos 3 meses previstos pelas recomendações atuais. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

O intervalo de 3 meses foi adotado como forma de garantir uma maior imunização da população com a primeira dose. 21 dias é o tempo previsto na bula da vacina da Pfizer. 

"Naquele momento, não tínhamos certeza da quantidade de doses de Pfizer que teríamos neste ano e optamos por ampliar o número de vacinados com a primeira dose. Mas agora temos segurança nas entregas e dependemos apenas da finalização do estudo sobre a logística de distribuição interna dos imunizantes para bater o martelo sobre a redução do intervalo da Pfizer para 21 dias", afirmou o ministro. "As simulações de logística já estão sendo finalizadas".

Queiroga ressaltou que a palavra final é dos técnicos e dos coordenadores do Programa Nacional de Vacinação (PNI).

O secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, confirmou, na tarde desta segunda-feira (26), a redução do intervalo entre as doses da Pfizer para 21 dias, informa o Globo.

"A gente precisa verificar o cenário de abastecimento, porque a Câmara Técnica já sinalizou que é interessante avançar a imunização em primeira dose e, só então, quando a gente tiver um cenário mais tranquilo de imunizados com a primeira dose, a gente reduz o prazo para completar a imunização", afirmou Cruz.

Detalhes, como a data, o cronograma de abastecimento e a forma como será feita a antecipação, ainda estão sendo considerados junto ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Até dezembro deste ano, segundo Queiroga, a Pfizer deve entregar mais 100 milhões de doses ao Brasil.

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