Responsável britânica por vacinas diz que efeito de primeiros imunizantes contra Covid podem ser limitados

Segundo Kate Bingham, chefe da Força-Tarefa de Vacinas do Reino Unido, “a primeira geração de vacinas provavelmente será imperfeita, e deveríamos estar preparados para elas não prevenirem infecções, e sim reduzir sintomas e, mesmo assim, podem não funcionar para todos ou por muito tempo”

Mulher segura frasco rotulado como de vacina para Covid-19
Mulher segura frasco rotulado como de vacina para Covid-19 (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)
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(Reuters) - A mulher encarregada de obter possíveis tratamentos contra Covid-19 para o Reino Unido disse que uma vacina totalmente eficaz pode nunca ser desenvolvida e que quaisquer versões iniciais que obtenham aprovação podem não funcionar para algumas pessoas.

Ainda não existe nenhuma vacina contra Covid-19 aprovada clinicamente, mas quase 200 candidatas estão em desenvolvimento em todo o mundo, e resultados de testes de estágio avançado das primeiras delas são esperados até o final de 2020.

“Entretanto, não sabemos se um dia chegaremos a ter uma vacina. É importante se resguardar da complacência e do excesso de otimismo”, escreveu Kate Bingham, chefe da Força-Tarefa de Vacinas do Reino Unido, em um artigo publicado de terça para quarta-feira no periódico médico The Lancet.

“A primeira geração de vacinas provavelmente será imperfeita, e deveríamos estar preparados para elas não prevenirem infecções, e sim reduzir sintomas e, mesmo assim, podem não funcionar para todos ou por muito tempo.”

Bingham disse que a Força-Tarefa de Vacinas reconheceu que “muitas, e possivelmente todas estas vacinas, podem fracassar”, acrescentando que o foco está naquelas que se espera provocar reações imunológicas em pessoas de mais de 65 anos.

Ela também alertou que a capacidade produtiva global de vacinas está muito aquém das bilhões de doses que são necessárias, e que até o presente momento a capacidade produtiva britânica tem sido “igualmente escassa”.

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